segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Trilho da Benfeita, aventura na Serra do Açor

Na semana seguinte a ter batido o meu recorde pessoal à meia-maratona fomos até à Serra do Açor para celebrar uma data especial para nós =)
Já lá tínhamos ido há 2 anos como podem ler aqui e adorámos. Desta vez vimos as previsões meteorológicas e vimos que íamos apanhar bom tempo. Desta vez é que iriamos tentar fazer o famoso trilho da Benfeita. Existe uma prova de trail com o mesmo nome que passa nesta percurso pedestre.

Assim, aproveitando o fim-de-semana prolongado em Dezembro lá fomos nós até à lindíssima e ainda pouco explorada Serra do Açor.
Foi um fim-de-semana muito bom e a meio lá fomos nós dar um pulinho à Benfeita. Vêm conosco? ;)


Uns amigos que encontrámos pelo caminho.


Apesar do sol, estava muito frio e um vento gelado, portanto fomos bem agasalhados e por precaução levámos as mantas térmicas na mochila e comida, águas, gorros etc... Por precaução também enviei sms's aos meus pais a dizer onde estávamos mas azar dos azares não havia rede na Benfeita e as sms's não entravam...A meio do percurso o Vitor lá apanhou rede no dele e liguei ao meu pai só a informar onde estávamos :)

O Trilho da Benfeita é um trilho circular marcado e sinalizado com 10 km e na página do trilho informava que era difícil e com a duração média para o percorrer de 5h. Calculámos que demoraríamos menos pois sempre que desse iríamos correr ou caminhar rápido.
Levámos também conosco a brochura PDF que tínhamos imprimido da net com uma breve descrição do percurso.

Começámos cedo na bonita aldeia da Benfeita, o plano era acabar pela hora de almoço.
Ligámos os relógios e lá vamos nós seguir as sinalizações.



O Sardal era o nosso primeiro destino sensivelmente a meio do percurso. Até lá seria quase sempre a subir, mas depois era maioritariamente a descer.
Começámos bem...logo ainda dentro da aldeia já íamos seguir pelo sítio errado, felizmente uns habitantes da aldeia vendo-nos equipados, perguntaram-nos logo se queríamos fazer o trilho e indicaram-nos o caminho correcto.
Agora sim, aí vamos nós! :)



Mais amigos =)

O percurso começou fácil, junto a campos bonitos mas depressa inclinou e não tardámos a embrenhar-nos mais na floresta. A certa altura deparámo-nos com uma árvore tombada que semi-obstruía o caminho mas deu para passar. Continuámos a subir.



A meio da subida parámos para um picnic e para tentar apanhar rede...Está bem está...
De vez em quando apareciam ligeiras quedas de água e ouviam-se alguns sons não identificáveis....certamente de bichinhos fofinhos esperava eu...
Finalmente chegávamos ao "topo", pelo gráfico seguia-se uma zona plana e depois a aldeia do Cardal.

O "topo".
Podia não ser o ponto mais alto, mas depois de embrenhadissimos na serra
 e praticamente sempre à sombra, avistar o sol soube mesmo a "topo".

A zona plana, onde acabámos por aproveitar para correr um pouco.
Lá em baixo a Benfeita, nosso local de partida.

Chegávamos ao Cardal, sinal de vida...pensávamos nós...Mas antes toca de saltar por cima de mais uma árvore tombada.

Cardal.
Chegada ao Cardal :)

No Cardal lá conseguimos ligar ao meu pai.
Na aldeia não vimos ninguém, parecia uma aldeia fantasma. Na aldeia havia as sinalizações e continuámos no nosso caminho, mais à frente havia mais uma marca numa parede de xisto e depois não se via mais nenhuma mas como nesta altura o percurso era em alcatrão, achámos que íamos bem, mais à frente já devia aparecer outra marca...Chegados a um cruzamento nada....humm...aqui tinha que haver qualquer coisa...ainda fomos um pouco à frente mas não se viam marcas. Estávamos no caminho errado, felizmente em estrada, por isso era fácil voltar para trás. Regressámos à ultima marca avistada procurando outras e nada. Entrámos pela aldeia adentro mas tirando aquelas que já tínhamos passado, mais nenhuma. 
Entretanto junto à ultima marca avistada no tal muro de xisto, talvez fosse para subir uns degraus que lá estavam e depois de facto havia um percurso em trilho a subir...mas isso seria estranho, visto que a descrição que tínhamos nos papeis dizia que a seguir ao Cardal era a descer por caminhos e levadas estreitas. Mesmo assim tentámos avançar umas dezenas de metros só para ver se haveriam marcas a sinalizar o percurso mas nada...Também não era por aqui...

Já começávamos a pensar em chamar um taxi ou em bater à porta de alguém...
Felizmente não era nada de grave, não estávamos perdidos, sabíamos bem onde estávamos (Cardal) e estávamos junto a estrada, simplesmente não encontrávamos era o caminho correcto para prosseguir. Voltámos ao caminho que seguia pela estrada, desta vez fomos quase 1 km à frente mas não haviam marcas. Não podia mesmo ser por aqui!

Começámos a pensar que a única hipótese era que devido aos fogos do Verão ou a algumas chuvadas ou temporais em Novembro o percurso pudesse estar oculto. 

E voltámos à carga em buscar do trilho e lá encontrámos aquilo que parecia o mais plausível de todos. Meio escondido, do lado esquerdo da estrada. Era estreito e a descer. Começámos a descer mas continuávamos sem ver sinalização... Ca raio mas agora tínhamos que estar bem. Continuámos a descer e chegámos a uma levada. Porra, se não era aqui então não sei!!!

E mais à frente uma cascata, a famosa Fraga da Pena?!? Achamos que sim, mas certezas...




O que é certo é que sinalização zero! E depois o percurso até começou a ficar com muita vegetação e não se percebia por onde seguia o trilho.... Por nós chegava, era arriscado prosseguir apesar do bom tempo. Voltámos para trás, para o Cardal. E eu tive uma ideia fantástica =P eheheh. Num cruzamento já em estrada tinha placas com indicações e um deles dizia Benfeita!!! Para cima tinha sido por trilhos, para baixo íamos pela estrada. Não havia nada que enganar! E foi a melhor coisa que podíamos ter feito nesta situação. 

Agora, com tantas tentativas de encontrar o percurso, escusado será dizer que já íamos com cerca de 10 km! E bem menos de 5 h.

Despeçam-se do Cardal :)
Agora é só embalar para baixo =)

A meio da descida vimos 3 carros parados encostados à berma...Hummm...que estariam ali a fazer??? Com a história do outro que tinha andado fugido da polícia no meio dos montes, a nossa imaginação agora fervilhava....Corre!!!! Ehehehe =P

Quando avistámos a Benfeita após curvas e contra-curvas respirámos de alívio :)



Satisfeitos com a nossa aventura.

Foram cerca de 14 km em bem menos de 5h :)

Adorámos esta pequena aventura. Fomos aventureiros, mas quando tivemos que tomar decisões conscientes tomámos.

Até à próxima querida Serra do Açor!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Meia-Maratona dos Descobrimentos, e caiu um recorde com 3 anos!

04.12.2016

Pela 4ª vez fomos à Meia-Maratona dos Descobrimentos onde somos totalistas.
Esta é especial pois foi aqui que logo na 1ª edição bati o meu recorde pessoal à meia-maratona e o recorde aí ficou desde 2013! É muito tempo.

Desta vez a minha mãe também esteve presente mas na caminhada.

João, nós e a minha mãe.
Com a minha mãe que por acaso levava o meu impermeável! =P

O dia estava frio e com muita chuva. As poças foram uma constante durante a prova.
Tinha um objectivo para esta prova, o recorde tinha 3 anos e tinha sido aqui neste percurso bem rápido. Hoje era o dia de bater esse recorde de 1h58m52s.
Também o João queria bater o seu, também já bem antigo. E na forma que ele está, nem duvidámos que conseguiria :)

Começámos os 3 juntos, o Vitor como é hábito a impor um andamento rápido, a puxar por mim. De inicio o João ainda seguiu conosco, mas logo nos 1ºs km's seguiu caminho rumo ao seu objectivo. Nós continuámos no nosso e a aguentar-nos com uma boa média, prometia recorde mas ainda era cedo para certezas.
A chuva chateava e as poças também pois de vez em quando lá nos desviávamos de algumas bem grandes. Perto do retorno, na zona de Santa Apolónia, cruzámo-nos com o João, ele ia em bom andamento...tão bom andamento que nem nos viu apesar de eu bem lhe ter acenado.

Conseguimos manter um bom ritmo mas só já nos km's finais é que acreditei mesmo que ia dar.
Fazia contas  mentalmente e achava que com jeitinho até ia ao minuto 57, mas à medida que nos aproximávamos da meta percebi que se calhar ainda ia ser no minuto 56! O que significava 2 minutos a menos do meu anterior recorde. E assim demos largas à passada e foi a sequência que se segue a meros 50 metros da meta.

Sequência de fotos da nossa chegada.
Vejam bem as 3 fotos e atentem em como as nossas passadas iam mesmo sincronizadas.
Mais sincronizados era impossível!
E o que dizer da minha cara de esforço?
Ah mas valeu a pena! =)

1h56m38s foi o resultado final e meu novo recorde pessoal! =)
YEAHHH!!!
Tirei mais de 2 minutos ao anterior recorde e consegui bater o 3º recorde pessoal este ano. Em Setembro foi o dos 10 km, em Novembro o da maratona e em Dezembro o da meia-maratona. Foi um ano em cheio nas corridas de estrada.

No final e logo após termos cruzado a meta vêm entrevistar-nos para a reportagem da RTP2...logo nós que adoramos as luzes da ribalta...(tom irónico). Resumindo as coisas, estávamos tão cansados pois tínhamos acabado mesmo de chegar que nos trocámos todos e não nos safámos lá muito bem, logo eles cortaram-nos da reportagem eheheh =P

Pouco depois encontrámos o João que nos confirmou aquilo que já sabíamos, pois se eu tinha feito um tempo muito parecido ao seu anterior recorde e ele agora tinha chegado antes de nós, óbvio que só podia ter batido também o RP dele à meia e bateu em grande como já podem ter lido no seu blogue =)

Foi pois uma grande manhã.
Apesar da chuva, que só deu tréguas mesmo nos km's finais, foi uma excelente corrida para todos e uma boa caminhada para a minha mãe.

Agora venha o próximo recorde!
E o próximo artigo! (dizem vocês eheheh)

Depois da meta, satisfeitos com o resultado.
Três atletas muito satisfeitos e dois recordistas!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Feliz 2017! Com muitas corridas felizes :)

Amigos,

Eu sei...eu sei...lá estou eu outra vez a descambar com a escrita.
Nos próximos dias a ver se coloco aqui o cantinho em dia com os relatos da Meia-maratona dos Descobrimentos, Trail do Cabo Espichel e, se tudo correr normalmente, a da São Silvestre da Amadora que vamos correr amanhã.

Mas não queria terminar o ano sem desejar um excelente 2017 a todos.

Que 2017 seja um ano melhor e de preferência com muitas corridas. 
E corram felizes! =)
FELIZ 2017!

Isa&Vitor

domingo, 11 de dezembro de 2016

Arruda Trail, que excelente regresso aos trilhos

20.11.2016

O casalito na única foto tirada na prova.

No dia 20 de Novembro fomos até Arruda dos Vinhos para um excelente regresso aos trilhos perto de casa.
Desde a Rocha da Pena (!!!) em Agosto que não fazíamos uma prova de trilhos. De forma a não cairmos de pára-quedas na Arruda, na semana anterior à prova que foi a semana seguinte à maratona fomos até Monsanto brincar aos trilhos. E digo brincar porque o treino foram apenas 10 km em pouco mais de 1h30. Na Arruda seriam 25 km...

Como estou um bocadinho atrasada com os artigos, vocês provavelmente já não se lembram, mas o dia 20 de Novembro foi um dia de muita chuva! Não sei se vêem a ironia aqui... A última prova de trilhos que havíamos feito tinha sido a Rocha da Pena, onde estava um sol abrasador e mais de 40ºC. Agora, mais de 3 meses depois íamos fazer uma prova de trilhos com algum frio (não muito) e muita chuva. 
Devido à chuva praticamente constante durante a prova não tirámos uma única foto, o que é pena porque o percurso bem merecia. Fica só a selfie pré-prova para a posteridade.

Chegámos a Arruda dos Vinhos já um pouco em cima do acontecimento mas ainda deu para levantar os dorsais e encontrar o Fábio Fontoura, vencedor deste ano e do ano passado. Ainda metemos conversa com ele, mas pareceu-nos algo tímido e reservado.

Quase 1 mês depois da prova já não me recordo a 100% do percurso mas sim de partes. A primeira grande memória que tenho é a gente sempre a subir e até íamos a subir com força. Íamos surpreendidos com nós próprios. Chegados acima de um monte fazia cá uma ventania e chovia com força que eu só pensava "Mas ca grande tempestade!". Lembro-me depois de descermos para o 1º abastecimento, simples mas suficiente e penso que depois tínhamos umas zonas bem corríveis e até uma zona a descer onde chegámos a correr abaixo de 6min/km. Depois entrámos pelo meio de uns arbustos para uma subida bastante técnica, que com a lama que estava só nos obrigava a fazer um esforço extra. Nesta zona os atletas ajudaram-se uns aos outros. O Vitor puxou-me para cima, depois eu puxei o senhor que vinha atrás de mim, depois esse senhor puxou uma rapariga que vinha atrás dele e por aí fora :)
Mais acima, ainda nessa subida cheia de lama, estava um rapaz bem constituído a içar-nos a todos! Içou-me a mim e ao Vitor e  mais uns 5 ou 6. Acabou por criar-se ali um grupo, pois com este gesto tão amável ninguém quis ir embora até o rapaz ter içado toda a gente :) Seguimos todos juntos embora mais à frente uns acabaram por ficar para trás de nós e outros seguiram à nossa frente.
Passámos uma zona muito bonita, um leito de um rio seco (nem sei como!), com muito arvoredo e cores lindíssimas. Aquilo até me fazia lembrar a Serra da Lousã vejam bem! E aqui a uns passitos de Lisboa.

Depois disto seguiu-se uma subida ainda longa e com muita lama. Subir quando está tudo enlameado é um esforço a dobrar mas nós até nos safámos bastante bem. Estávamos muito satisfeitos com a prova que estávamos a fazer, mal eu sabia que ainda ia ter uma surpresa no final... ;)

Depois desta subida que foi um verdadeiro teste à força das nossas pernas e glúteos seguiu-se maioritariamente descida com uma última paragem para abastecimento. Chovia novamente com força.

Corremos, corremos, corremos que eu até já estava farta de correr! Mas neste momento eu acreditava que podíamos conseguir fazer abaixo das 4h, o que dado o traçado do percurso e as condições do terreno e meteorológicas seria excelente. Ao mesmo tempo estávamos também a controlar quem seguia atrás de nós, um grupo de 3 mulheres que corriam bem passaram-nos mas vinha outra mais atrás e essa meti na cabeça que já não nos passava. Gravem bem esta rapariga na vossa mente, no fim vão perceber porquê :)

Corríamos agora já dentro de Arruda, ainda passámos dentro duma adega onde completámos os 25 km em menos de 4h tal como eu tinha almejado :) Mas a prova tinha mais de 25 km e lá continuámos a correr sempre a controlar a rapariga que vinha atrás. 
E chegámos à meta com 26 km feitos em 4h06m30s. Muito bom para as nossas humildes aspirações.

Dirigimo-nos sob chuva para o carro e chega uma sms do João que estava a ver na net os atletas que já tinham chegado. A sms era a dar-nos os parabéns. Mas pouco depois chega outra sms "ATENÇÃO! ISA FOSTE A 3a SÉNIOR FEMININA :)))". 
Confesso que fiquei contente mas não ligo muito a estas coisas, até porque já fui 2ª num total de...duas...e isso tira um bocado a piada à coisa.
Mas mais tarde soube que fui a 3ª no meu escalão num total de 6. Ora 3 em 6 já é mais engraçado :) 
Mas mais engraçado foi quando vimos o tempo que a 4ª classificada fez...foi a tal rapariga que vinha atrás de mim!!! Sem o sabermos viemos a controlar a tal rapariga, sem o sabermos eu vinha a disputar o 3º lugar do "pódio" no meu escalão :) 
É ou não é engraçado?
Não havia prémios por escalões, apenas à geral e à geral fui 10ª em 17, por isso resta-me apenas a honra de saber que fui 3ª no meu escalão num grande regresso aos trilhos, onde ambos nos sentimos super bem e corremos como em poucas provas de trilhos.

Como já perceberam, melhor regresso que este era difícil de imaginar :)
Duas semanas depois fomos até Belém fazer a Meia Maratona dos Descobrimentos e foi outra grande prova! Mas sobre isso vão ter que esperar para saber o que aconteceu ;)
A nossa próxima prova de trilhos é já daqui a 8 dias, vamos regressar ao Trail do Cabo Espichel :)

Boas corridas/caminhadas/pedaladas para todos! :)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Maratona do Porto, o relato duma prova maravilhosa

06.11.2016

No sábado, dia 5 de Novembro, iniciámos a nossa viagem rumo ao Porto. Umas semanas antes tivemos uma baixa, a Margarida, filha do Orlando não poderia ir, mas por outro lado uns dias depois tínhamos um novo reforço, o meu pai :)
E depois, no próprio dia, a Nora, mulher do Orlando, ficou doente e também não pôde ir.
Sendo assim, seriamos os 4 maratonistas, João, Orlando, Isa e Vitor, mais o meu pai e mais a Mafalda, mulher do João. Um excelente grupo! :)

Tal como planeado chegámos ao Porto pela hora do almoço e fomos logo levantar os dorsais e almoçar à Pasta Party, onde encontrámos várias caras conhecidas.
A seguir ao almoço fomos para o hotel descansar, enquanto o meu pai andou a passear pela bela cidade do Porto. Ainda deu para fazermos uma soneca.
À noite tivemos um muito agradável jantar convívio em casa do amigo Carlos Cardoso. Obrigada Carlos e obrigada a todos os presentes pela excelente companhia :)

A armada do costume: Orlando, João, eu e Vitor.
Na fila a levantarmos os nossos dorsais.
Com o Vitor e com o meu pai.
Com o meu pai junto ao Rio Douro.

E chegou o dia da prova, como habitual com algum nervosismo à mistura. Tomámos o pequeno-almoço, equipámo-nos e saímos para a rua onde estava MUITO frio. Ora, claro que tinham que me aparecer frieiras....no dia da maratona!!! O que vale é que apliquei logo muito creme nas zonas afectadas e assim que o corpo aqueceu, não dei mais por elas.

Lá está a armada dos 4 ao km, só faltou aqui a Rute que
se estreou nesse dia.
Na fila para a casa de banho.
Que eu me lembre só fui uma vez! Isto é um recorde para mim! =P

Uns alongam, outros apertam os atacadores, outros tiram fotos... =P

Estava quase na hora....AI CA MEDO!!!
Dirigimo-nos para a partida após um muito ligeiro aquecimento e desejámos boa sorte uns aos outros. Já no bloco da partida encontrámos o amigo Joaquim Costa que vestia uma t-shirt com uma frase do João Marinho, sem ninguém o saber foi aí que para mim começou a emoção da maratona. Ao ler aquela frase e ler quem era o seu autor vieram-me as lágrimas aos olhos, mas controlei-me.
Sim, pode custar correr uma maratona mas estamos vivos e devemos aproveitá-lo ao máximo. E que melhor maneira de celebrarmos a vida do que correr uma maratona? :)

E assim partimos rumo à nossa sétima maratona ao som de Highway do Hell dos AC/DC.
Começámos logo ligeiramente a subir pela Avenida da Boavista e contornámos o Parque da Cidade, seguimos rumo a uma rotunda onde havia muita gente, muita animação e onde estava o meu pai a apoiar-nos.

Depois disto fomos rumo a Leixões e a Matosinhos, aqui estava novamente o meu pai a apoiar-nos :)
E deu para nos cruzarmos com a malta que vinha já no retorno.
Com cerca de 10 km íamos na boa. Quase que nem tínhamos dado pelo tempo a passar, estava a ser verdadeiramente uma festa e praticamente havia sempre gente a gritar e a apoiar. 

Fizemos os 15 km e passámos os 20 km ainda antes da travessia da Ponte D.Luís I onde estava imensa gente a apoiar, incluindo o meu pai claro. E até malta do Benfica com cachecóis e camisolas. Nesse dia o Porto-Benfica haveria de ficar 1-1.
Pouco depois de passarmos a ponte e já na margem de Gaia cruzámos o pórtico da meia-maratona mais ou menos no tempo que havíamos planeado.
Sim, posso confessar que havia uma esperança de finalmente baixarmos das 4h30, embora o Vitor já o tivesse feito logo na 1ª maratona com 4h29, nós achávamos que conseguíamos perfeitamente fazer abaixo disso, só tínhamos era que seguir sempre naquele ritmo certinho.


E assim foi. Nunca fomos tão regulares numa maratona e ao mesmo tempo nunca a fizemos de forma tão "fácil". Foi claramente a maratona que menos nos custou, o que nos leva a pensar que continua a haver aqui margem para melhorarmos mais este tempo. Nós fomos a ritmo descontraído, nem sequer fomos a dar o máximo...que tempo conseguiríamos fazer se déssemos mesmo o máximo? Um dia destes saberemos.
Na margem de Gaia fomos até à Afurada o que deu novamente para vermos algumas caras conhecidas e quando já vinhamos nós no retorno deu para nos cruzarmos com o João e perceber que se tudo corresse bem era hoje que ele iria baixar das 5h :) Já a Rute e o Artur também vinham em bom ritmo e animados, o que também fazia prever uma excelente estreia para a Rute :)

Falávamos um com o outro, à espera de a qualquer momento quebrarmos o ritmo, dizíamos um para o outro que a qualquer momento isso iria acontecer, mas quanto mais tarde fosse melhor!
O que sei é que chegámos ao km 30 em 3h06m se não me engano. Estávamos completamente dentro do tempo previsto para baixarmos das 4h30 mas a qualquer momento poderíamos ir abaixo. Isto nunca se sabe..
Em vez disso ao km 32 fizemos um dos nossos km mais rápidos da prova, abaixo dos 6min/km! Ca raio! É que íamos mesmo bem! Não sei se era para dizer isto...mas ele não está a ouvir...o Vitor chegou a dançar ao som da música "Macarena" enquanto corria, íamos nós com 31 ou 32 km nas pernas...Portanto, acho que dá para perceber que íamos mesmo bem e descontraídos :)

Pelo filme que fiz com o telemóvel no túnel dá para perceber a animação e a festa que é esta maratona.

video

Íamos tão bem que até parecia mentira, na zona da Alfândega uma leitora do blogue gritou por nós e disse "Hoje é para recorde!". Virei-me para o Vitor e baixinho disse-lhe "Eu não quero agoirar mas acho mesmo que ela tem razão." :)
E não é que tinha mesmo? ;)

Continuámos a correr e bem, ainda ultrapassámos muita gente nesta fase final.
Só a partir do km 35 é que as pernas começaram a pesar mais, mesmo assim estes foram os nossos km finais:
km 35 - 6.16
km 36 -6.18
km 37 - 6.13
km 38 -6.25
km 39 - 6.40
km 40 - 6.29
km 41 - 6.45
km 42 - 6.24

Média final da prova foi a 6.11 :)

Ora com uma média destas só podia dar um excelente tempo para nós. E assim que chegámos junto à rotunda da Anémona e começámos a subir para a meta que estava ali a umas centenas de metros já era mais que certo as sub 4h30 e isso via-se e bem na minha cara:




Que sensação fantástica! Corrermos tão bem, tão felizes, sem dores, sem grande cansaço, num dia de sol mas com temperatura amena. E para terminar em beleza conseguirmos finalmente baixar das 4h30 :)

A uns metros da meta a festa é enorme, muita gente a aplaudir, muita gente a gritar, tentei ver o meu pai ou a Mafalda mas não conseguir ver nenhum deles.



Este ainda não é o pórtico da meta mas estamos a entrar na recta da meta e eu levanto os braços de alegria, vamos fazer um excelente tempo e vamos acabar bem. As pessoas batem palmas, passamos entre um grupo de raparigas com pompons, tipo "cheerleaders" que praticamente fazem a festa toda por nós. Ca espectáculo! Isto é mesmo único! Quando é a próxima? ;)



Eu só sorrio, o Vitor vai sério, acho que ainda não acredita.
Um dos speakers diz ao microfone "Isadora, parabéns." Eu sorrio :)
Foi assim a nossa chegada à meta da Maratona do Porto:



4h23m32s- NOVO RECORDE PESSOAL PARA AMBOS!!! =)

Abraçamo-nos e beijamo-nos. Conseguimos!

Agora é continuar a caminhar, receber as medalhas e camisolas de Finisher.
Encontramos o Orlando que com 60 anos continua a fazer 4h e pouco e ficamos a alongar com ele.
Ligo ao meu pai que não conseguiu chegar a tempo, pois os transportes para ali são muito poucos. Ligamos também à Mafalda que estava lá mas só a vimos já depois do João ter chegado.

Entretanto ficamos a saber que o João conseguiu baixar e bem das 5h :)
E que a Rute conseguiu terminar e também abaixo das 5h a sua 1ª maratona de estrada.
Mais tarde vamos sabendo outros tempos, como o grande tempo do Carlos Cardoso e do Luís Lobo e como outra grande estreia do Nuno Moreira.

No final a armada encontra-se e tira uma foto para a posteridade com as suas bonitas medalhas.


Foi uma excelente maratona, a melhor de sempre! Correu bem a todos e deu em recorde para 3 de nós.
A nossa maior alegria para além do óbvio recorde foi o termos conseguido correr tão bem, tão descontraídos e sem grande esforço. Há claramente aqui ainda uma boa margem para melhorarmos este tempo. Fica para a 8ª ou para a 9ª :)
Outra coisa muito boa foi a recuperação. Das 7, esta foi aquela que recuperámos melhor. Para isso contribuiu com certeza o treino que fizemos, com muito reforço muscular, mas também o muito que alongámos após a prova enquanto esperávamos pelo João.

Esta foi também a melhor maratona que já fizemos em Portugal e praticamente ao nível das que fizemos no estrangeiro. Muita gente a apoiar! Tanta mas tanta gente, há dois anos não foi assim tanta.
O pessoal do Norte é mesmo um espectáculo!
Obrigada a todos os que nos apoiaram, conhecidos ou não conhecidos, gritaram por nós ou pensaram em nós durante a maratona. Um obrigada especial ao meu pai por nos ter acompanhado e por ter estado em vários locais ao longo da corrida :)
Obrigada também aos companheiros de viagem pela excelente companhia.
E obrigada ao meu companheiro Vitor por partilhar todos estes momentos especiais comigo :)

Foi mais uma fantástica viagem esta nossa sétima maratona!
Agora venha a 8ª :)