domingo, 11 de novembro de 2018

Meia Maratona Vasco da Gama/IC2/Leslie

E depois ainda dizem que não há coincidências...

Em Março a partida da Meia da Ponte 25 de Abril teve que ser alterada devido ao mau tempo.
Em Outubro a partida da Meia Vasco da Gama teve de ser alterada devido ao mau tempo.

Embora no dia da prova ninguém diria que a noite esteve como esteve. Tivemos sorte, fez-se um bonito dia de sol com uma temperatura amena.

Os 4 ao km presentes:
Aurélio, João, eu e Vitor
No autocarro a caminho da "Ponte IC2" =P
Devido à passagem do furacão/tempestade Leslie pelo nosso país tiveram que alterar a partida da Ponte Vasco da Gama para o IC2. A nós não nos fez muita diferença pois até seria um sítio novo onde iriamos correr mas acredito que para quem vem de longe para correr na ponte que possa ser mais frustrante mas a corrida é uma festa e os atletas fazem a festa toda :)
Só houve um pequeno problema que me deixou logo super stressada de inicio. Chegados à partida não havia casas de banho portáteis. E só os meus colegas de equipa sabem como eu sou muito rigorosa com os xixis pré-prova. Tenho sempre que fazer 2, sendo que 1 tem de ser cerca de 20 minutos antes. Sim, sou exigente! =P
Comecei logo à procura de alternativas. Eu e mais uma data de atletas. Os homens ainda se safaram bem, mas nós mulheres andávamos por ali à procura do melhor spot. Após uma longa busca lá encontrei um sítio aceitável e depois tive que ficar por ali perto com o Vitor à espera que chegasse a altura de fazer um segundo xixi eh eh eh =)

Mas tudo aquilo me deixou stressada e quando a prova começou eu não estava ainda totalmente aliviada. Como percebi que o Vitor se estava a sentir bem disse-lhe para ele seguir sem mim pois eu ainda ia ter que parar para fazer mais um xixi.

Ele seguiu e por breves segundos fiquei a pensar "Não é que ele seguiu mesmo sem mim?" mas depois descontraí e pensei "Espera aí que eu já te apanho!" mas foi só mesmo isso...pensar...porque nunca mais o apanhei...e mal imaginava eu o quão rápido o menino ia correr nesse dia...

À saída do IC2 e ao entrar no Parque das Nações, pouco antes do 1º abastecimento vi algumas mulheres a cortarem à direita direitinhas atrás de um pilar da Ponte Vasco da Gama e lá fui eu atrás delas. Quando me lembro da cena dá-me vontade de rir, 4 mulheres agachadas lado a lado, cada uma a fazer o seu xixi. O que sei é que fiquei muito mais aliviadas e a partir daí foi sempre a acelerar.

Sentia-me bem. Sentia-me novamente como em Leiria, até um pouco melhor. O facto do Vitor ter seguido até me deixou mais descontraída e corri sentindo a corrida. Olhava os atletas ao meu redor, muitos estrangeiros, muita alegria, muita festa. É tão bom correr!

Chegada ao Terreiro do Paço foi virar em direcção aos Restauradores e depois começar a subir a Avenida da Liberdade até ao Marquês de Pombal.
Vou a começar a subir a avenida e vejo o Vitor a terminar a descida....Porra! O homem ia mesmo rápido! Fui-me cruzando com mais amigos destas andanças o que ajudou a distraír da subida. Quando cheguei lá acima e comecei a descida foi acelerar por ali abaixo na tentativa de melhorar o tempo da Meia de Leiria. Dei tudo o que tinha, cheguei a correr a 4 e tal min/km mas já não chegou. Mas foi por muito pouco. Em Leiria fiz 2h05m50, em Lisboa fiz 2h06m22s. Apenas 32 segundos de diferença. Tendo em conta que nesta fiz uma paragem técnica acho que não foi um tempo nada mau :)

Já o Vitor fez 1h54m42s!!! O homem quando quer voa! 

E assim no final éramos 4 atletas felizes com os seus tempos, mas sobretudo pelas boas sensações vividas.

Ó pra eles, fresquinhos após correrem 21 km!
Com o Nuno Sentieiro acabadinho de correr a Maratona!
E ao meu lado a minha mãe que nos foi ver à meta :)

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Meia Maratona de Leiria, uma agradával surpresa

07.10.2018

O tempo passa a voar e já vamos em Outubro (quando comecei a actualizar o blogue) pelo que vou tentar que as provas de Outubro já tenham direito a artigo completo.

No inicio de Outubro e aproveitando o fim-de-semana prolongado fomos até Leiria e, claro, aproveitámos para juntar mais uma corrida ao nosso currículo.

Os 4 ao km presentes
Aqui com os amigos Sequeira e Júlia.

Esta prova foi uma boa surpresa, logo ao segundo quilómetro estávamos a correr dentro do Estádio de Leiria. 


A passar no 1º retorno.

Depois saímos do estádio em direcção a norte, com retorno por volta dos 4 km. Voltámos a entrar na cidade e depois voltámos a sair, desta vez para sul e a acompanhar o Rio Lis. Senti-me bem, há muito tempo que não me sentia assim, solta e a correr a um bom ritmo. O retorno foi por volta do 14º km e continuava a sentir-me bem. O Vítor também se sentia bem (como sempre, este homem está sempre bem) por isso começámos a apontar para um tempo razoavelmente bom.

Este ano os tempos às Meias têm sido mais fraquitos:

Meia Maratona de Cascais 2h08m
Meia Maratona de Lisboa 2h07m
Meia Maratona de Setúbal 2h16m
Meia Maratona das Lampas 2h18m

Esperávamos estar a correr a nossa Meia mais rápida deste ano, mas não esperávamos o que se seguiu. 
Um muro? 
Comecei progressivamente a ficar sem energia, mas achava que ainda daria para aguentar um ritmo aceitável. Já faltava pouquinho mas estava a custar. E então de repente ao 20º km, quando faltava apenas 1 km para a meta eu tive que andar!!! O Vitor nem queria acreditar. Tão pertinho da meta e eu a andar, mas não dava mesmo.

Cortámos a meta (para grande alívio meu) em 2h05m50s! YEAH!

Claramente o melhor tempo este ano e com um ritmo final abaixo dos 6 min/km. Muito satisfeitos!

Esta prova está aprovada. Percurso bonito e variado (com algum sobe e desce mas pouca coisa) e abastecimentos de 4 em 4 km. E no final banhos nos balneários do Estádio de Leiria. Fantástico!

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Corridas Setembro 2018

Meia Maratona São João das Lampas

Distância: 21 km
Tempo: 2h18m19s
Data: 08/09/2018

Sempre imperdível!
Experimentas uma vez e queres sempre voltar.

No ano passado fiquei toda aguada por não poder participar, pois ainda estava a recuperar da queda na Rocha da Pena e o Vitor estava ainda a recuperar da operação, mas este ano não nos escapou.

O Fernando Andrade e todos os elementos desta organização já nos habituaram a uma meia lindíssima, bem dura e muito bem organizada. A coisa correu bem até por volta dos 15 km, depois foi ir gerindo e a certa altura tivemos que alternar corrida com caminhada. Em tempos fiz aqui 2h05m, agora foram 2h18...Em tempos o Vitor fez aqui 1h56m...Outros tempos =P
Estes são outros tempos, tempos de menor forma física mas não deixam de ser bons tempos, pois felizmente podemos continuar a correr felizes. 

Com a Tânia, Paulo e Raúl.



Corrida do Tejo

Distância: 10 km (+10 km retorno)
Tempo: 58m26s
Data: 23/09/2018

Já em preparação para aventuras maiores, sempre que tivemos fins-de-semana livres, fizemos treinos longos, ou em trilhos ou em estrada. Em dia de Corrida do Tejo (e de muito calor) não foi excepção. Fizemos a prova e no final voltámos para trás.
A prova foi o habitual, muita gente, uma grande festa e convívio entre amigos.

4 ao km com o amigo João Branco.
No final da prova 4 atletas satisfeitos.

Trilhos dos Templários

Distância: 29 km
Tempo: 4h36m
Data: 30/09/2018

Mais um regresso a outra prova de trilhos da qual também gostamos muito.

Reencontro com o Luís, atleta vassoura que nos acompanhou no final dos 50 km em 2015.
E desta vez haveria de nos acompanhar desde o inicio e durante grande parte da prova, só no final é que ficou para trás para acompanhar outra atleta.

Percurso bonito, relativamente corrível em especial no final.
Com direito a um bom almoço e alegre convívio.




sábado, 3 de novembro de 2018

Corridas Julho + Agosto 2018

Corrida da Lagoa de Santo André

Distância: 10 km
Tempo: 57m26s
Data: 14/07/2018

Apesar de ainda ser um pouco longe é com grande gosto que vamos praticamente todos os anos a esta corrida.
E o convívio final com direito a churrascada ajuda ;)




Trilhos do Valado

Distância: 21 km
Tempo: 3h51m
Data: 26/08/2018

Fomos conhecer esta prova e gostámos muito.
Com zonas muito verdes e um pouco técnicas, até nos fez lembrar os Abutres.

Num dia em que eu estava a sentir-me mais fraquinha rapidamente ficámos para ultimo, seguindo com os dois vassouras, um deles muito conversador e animado. A certa altura apanhámos outro atleta e acabámos por seguir os 5 todos juntos até à meta em alegre convivío.



quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Corridas Junho 2018

Corrida de Santo António

Distância: 10 km
Tempo: 53m38s
Data: 02/06/2018

Reencontro de companheiros de corrida e prova rápida. No final ainda oferecem um manjerico a cada atleta :)

Nuno Sentieiro, Vitor, eu, Mónica, João Cravo e João Lima

E aqui também com o Aurélio.

Com os nossos manjericos.
Trail de Sesimbra

Distância: 21 km
Tempo: 3h45m
Data: 03/06/2018

Sessão dupla no fim-de-semana. No sábado à noite fizemos a Corrida de Santo António e no domingo de manhã fomos ao Trail de Sesimbra. Claro que no domingo estávamos rebentados, o que resultou em quase 25 minutos a mais que no ano passado. Mas é sempre uma prova bonita e difícil qb, em especial aquela subida ao Castelo de Sesimbra.





Corrida do Mirante

Distância: 18 km
Tempo: 3h17m
Data: 17/06/2018

Inscrevemo-nos novamente uma vez que no ano passado a coisa tinha corrido bastante bem e com a surpresa do 3º lugar no escalão. Este ano foi para esquecer, principalmente o final da prova. Mudaram a parte final e apanhámos uma descida muito técnica e escorregadia e que culminava com pedras. Eu ia toda borrada de medo e quando acabámos a prova tive que me sentar alguns minutos tal era o cansaço, mental e físico. 


A parte final da descida, já em pedra.
A fotógrafa diz que parecia que íamos a dançar...estão a imaginar as nossas figuras?
Em especial a minha figura....




Corrida das Fogueiras

Distância: 15 km
Tempo: 1h28m10s
Data: 30/06/2018

Em dia de jogo da selecção de futebol fomos até Peniche para a muito animada Corrida das Fogueiras. Só foi pena termos sido eliminados do Mundial.

Senti-me bem nos primeiros 10 km, depois quebrei...na descida...
Mas foi uma grande festa tal como esta prova já nos habituou :)

Os 4 ao km presentes:
Isa, Vitor, Aurélio e João Cravo.

domingo, 28 de outubro de 2018

Trail de São Mamede, o regresso

Este ano decidimos regressar ao Trail de São Mamede. 

Vários factores contribuíram para esta nossa decisão e felizmente que estávamos na mesma onda.
Se nós gostamos desta serra, de Portalegre, desta prova, do percurso, dos abastecimentos, de tudo! Então por causa dum infeliz episódio em 2016 e por causa de apenas uma pessoa vamos deixar de fazer uma coisa que gostamos? É que nem pensar! Nós sempre dissemos que gostamos desta prova.

O que lá vai lá vai. Vida há só uma e há que aproveitá-la. Bora lá correr naquela bonita serra!

E lá fomos nós até Portalegre para correr os 44 km do Trail de São Mamede.

Este ano o percurso estava diferente. Partíamos de São Julião em direcção a Alegrete, para terminar em Portalegre. O desnível positivo também era maior o que já fazia adivinhar uma prova mais dura. Estudámos o gráfico e aparentemente a parte pior (com maior D+) era a inicial, até chegarmos ao 1º abastecimento. Oh como nos enganaram bem!

Na zona da partida.

A prova começou na escola em São Julião e os primeiros km's foram muito bonitos, sempre junto a um rio, ora passando para um lado, ora para o outro. E de repente surge-nos à frente a primeira subida da prova. E que subida! Uma autêntica parede! Mas possivelmente por ainda estarmos "frescos" a coisa até se fez razoável. A partir daí foram cerca de 13/14 km quase sempre a subir, por isso qual não foi o nosso espanto quando chegámos ao 1º abastecimento e comentámos "Foi só isto? Até nem foi assim tão mau."

Mas se aqueles primeiros km's em teoria seriam os piores por terem mais desnível positivo, na realidade mais à frente teríamos "A Besta" e outras mais suaves, chamemos-lhes "bestinhas". 

Ainda nos primeiros km's metemos conversa com um atleta que nos disse que ainda viriam piores subidas, sendo que uma delas seria "A Besta". Um nome destes não augurava nada de bom, mas ainda era cedo, ainda íamos com poucos km's nas pernas. 


Chegada às antenas, o ponto mais alto da Serra de São Mamede.
Que vista!
É por isto que vale a pena!

O percurso estava bastante interessante e variado. Estávamos a adorar!
A certa altura, e ao iniciamos uma descida algo inclinada, vimos uma bombeira (que vinha a subir) a soltar um arrepiante grito/suspiro. Até pensei que estivesse a sentir-se mal e que nós é que ainda teríamos que ir socorrer a bombeira, mas não. Estava só a soltar um sentido suspiro de sofrimento e depois soltou uma frase onde desabafou que não sabia como raio é que os atletas da prova faziam aquilo. Eh eh eh =P

Chegados a Alegrete para mais um excelente abastecimento. Nesta altura fazia-se sentir muito calor. Entrámos nesta simpática vila e conquistámos o castelo mas "A Besta" nem vê-la... Começava a temê-la. A coisa já começava a custar e pensar que o pior ainda estava para vir....

Castelo de Alegrete


A seguir a Alegrete a coisa começou a complicar. Apanhámos uma subida bonita, muito verde, mas mais técnica. Seria "A Besta"? Não sabíamos. Lá no fundo esperávamos que sim mas temíamos que ela ainda estivesse para aparecer.

Já com uns 30 km ela apareceu. Só podia ser aquilo! E o pior é que primeiro ainda íamos descer mais para depois voltar a subir tudo! Mas ca ganda besta!!! Não temos como ter a certeza absoluta que aquela subida era "A Besta" mas só podia! Até ao final da prova não houve pior que aquilo.

"A Besta" era um corta-fogo. 
Portanto, imaginem, hora de maior calor, sem sombras e uma subida longa e super inclinada.
Juro que a meio da subida olhei para o nosso lado direito e havia uma série de árvores e lembro-me de pensar que era só andar uns 50 metros e sentava-me ali numa rocha ou num tronco à espera que alguém me viesse buscar. Mas não, não podia desistir! Tinha que continuar! Foi um longo arrastar até ao topo, com vários palavrões e resmungadelas pelo meio =P 

Depois de ultrapassada "A Besta" ainda faltavam alguns km's e eu estava estoirada. O Vitor não estava fresco mas estava melhor que eu.

Já só queríamos acabar o mais rapidamente possível e, se possível, fazer abaixo das 9h. Em tempos fizemos aqui 7h45m mas o percurso era bem mais fácil. Este ano foi claramente mais duro mas nós gostámos na mesma do percurso.

Ao avistarmos o estádio um sentimento de grande satisfação atingiu-nos. Estava feita!

8h55m depois cortámos a meta de mãos dadas. Estoirados mas satisfeitos :)


Obrigada pelas fotos Orlando Duarte

No final estava mesmo estoirada e tive de me sentar um bocado nuns degraus.

Quando chegámos ao quarto estendi uma toalha por cima da cama e deitei-me tal era o cansaço.
Mas nada que um bom banho e uma refeição farta no "O Escondidinho" não tenham resolvido ;)

Fomos novamente felizes em São Mamede.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Meia Maratona de Setúbal, a 30ª

30 anos. 30 meias-maratonas. 30 ºC.

Foi assim a minha 30ª meia-maratona. Coincidência das coincidências atingi o marco das 30 precisamente quando tenho 30 anos e num dia que chegou aos 30ºC!

Quando comecei a correr mal sonhava que viria a correr uma meia-maratona, quanto mais 30! E maratonas! E ultras!

Ao escrever este artigo fui reler o artigo que publiquei quando me estreei nesta distância (ler aqui) e até me emocionei. 
Escrevi eu, em 2012, após ter concluído a minha primeira meia-maratona:

"Podem ter a certeza que quero correr muitas mais meias-maratonas =)
E, sim, um dia vou querer correr uma maratona.
O que está dito, está dito. E eu não sou pessoa de voltar atrás com as palavras."

E não é que o raio da miúda correu mesmo muitas mais meias-maratonas? =)
E não é que aquela miúda, na altura com 24 anos, entretanto já correu 9 maratonas, estando já inscrita para mais?!?
Ficou mesmo apanhadinha! ;)

Haja saúde e chegarei às 50 meias, haja muita saúde e chegarei às 100.
O que está dito, está dito! ;)

Uns meses antes tinha pensado que seria engraçado bater o meu recorde à meia na minha 30ª. Pois, mas a minha 30ª meia foi na Meia de Setúbal, com um percurso duríssimo. Óbvio que nem perto estivemos do recorde, mas nada tira o brilho a esta marca histórica.

Os 4 ao km presentes:
João Lima, Vitor, eu e Aurélio.
Com o amigo Pedro Burgette.

Inicio de Maio. Estava imenso calor. Foi gerir o esforço e caminhar nas subidas duríssimas. 
Se o inicio da prova é dentro da cidade e no geral é plano, ali a meio da prova enveredamos pela Serra da Arrábida e começam as subidas. Com o calor que estava foi difícil mas juntos terminámos a minha 30ª meia-maratona em 2h16m.

Apesar do calor e do percurso duro foi uma manhã bem passada junto de amigos e a correr feliz.

Depois desta já fizemos mais 3 meias (pelo que já vou em 33 ;) )