terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Obrigada portugueses!

Aproveitando o excelente e muito bem apanhado artigo publicado pelo Jorge Branco no Último Km, aproveito para referir aqui uma coisa que me tem andado entalada. 
Com todo o respeito que tenho pelo Garrett McNamara que com certeza já entrou para a história e é sempre bom sabermos que o que ele fez na Nazaré contribui não só para espalhar o nome de Portugal pelos 4 cantos do mundo, mas também para atrair turistas ao nosso país e em especial à Nazaré. Mas aquele "Obrigada Garret" no final de um anúncio que anda por aí a passar na televisão fez-me ficar um bocadinho irritada. Então e os portugueses? Sim, e os atletas, artistas, jornalistas, actores, etc, portugueses que levam o nome de Portugal por esse mundo fora e que nos deixam tão orgulhosos? E um obrigada a esses portugueses? E porque eu estou mais ligada às corridas, deixo apenas a título de exemplo um "Obrigada Carlos Sá", que "só" bateu o recorde do mundo na ascensão e descida ao Aconcágua. Para quem ainda não viu pode ver aqui
Mas na verdade temos imensos portugueses a quem poderíamos agradecer. E ligados às mais variadas áreas. 
Nos tempos que correm, onde só se fala de crise, seria um gesto bonito e faria bem ao ego dos portugueses se se divulgasse mais os feitos dos portugueses por esse mundo fora.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Treinos em Monsanto

Esta semana fui correr quarta e sexta. Ainda quero ir correr amanhã, mas é melhor não fazer promessas...
Para além dos treinos tenho andado bastante a pé.
Ambos os treinos foram em Monsanto. Está tudo tão verdinho que dá imenso prazer correr por lá.

Na quarta-feira foi um treino calminho de 1h05m. 
Fui até Monsanto, enfrentei as subidas sem medos (vá, pronto...com muito respeitinho...e alguns "Mas porque é que eu me meto nestas coisas???"). Sim, porque eu enquanto corro por vezes gosto de desabafar sozinha e maldizer das subidas e de outras coisas que me apeteça. Como ando meia apaixonada pelas subidas, meti-me por uma que é bastante inclinada. Demasiado inclinada para mim, quase a chegar ao cimo "desisti" e andei um bocado. Ainda há outra rampa que é uma coisa do outro mundo, nem sequer dá para ver onde acaba, mas um dia destes dá-me na cabeça e vou subi-la. A ver se tiro uma foto só para ficarem com uma ideia da inclinação daquela bela rampa. 
Andei por lá pelo meio da natureza, a cumprimentar as pessoas por quem passava, a desfrutar das vistas e com os mosquitos já a fazerem algumas incursões ao pé da minha cara.

Ontem fui novamente correr ao fim da tarde. Um treino de 1h30 super diversificado. Primeiro fui até Monsanto onde mais uma vez não fugi às rampas. Estava imenso vento na cidade, mas em Monsanto estava mais protegida e não dava tanto pelo vento. Depois de correr cerca de 1h em Monsanto comecei o caminho de regresso. Assim que meti os pés na passagem áerea quase que ia pelos ares. Felizmente que aquilo é fechado, senão bem que ainda caia, com uma rabanada de vento, para cima dos carros que passavam lá em baixo. Para variar só após ter corrido cerca de 1h é que comecei a sentir-me mais "na engrenagem" e já seguia em piloto automático. O S. Pedro sempre amável...assim que me viu a sair de Monsanto lembrou-se que só vento não tinha piada e brindou-me com uma bela chuvada. 
A figura que devo ter feito a correr na ciclovia, já nas ruas de Benfica, com o vento e a chuva de frente. Foi uma chuvada passageira, mas forte o suficiente para me deixar super encharcada. Por um lado até foi bom, pois como havia muita lama em Monsanto, a chuva depois lavou-me os ténis :)
Depois ainda tinha meia hora e resolvi correr pelas hortas. Como não me apetecia andar só para trás e para a frente, acabei por correr na ciclovia, depois pus-me a correr na relva. E como já estava toda entusiasmada pus-me a subir e descer os pequenos montes de relva que lá há. Depois corri entre as hortas propriamente ditas. Calma, não tive a pisar as couves! Há um caminho entre as várias hortas. Um dia destes tiro fotos para perceberem bem.
Pouco depois a minha mãe foi ter comigo, faltavam-me apenas uns minutos para fazer a hora e meia, por isso corri mais um pouco para ficar certinho.

Mais uma vez reparo que os primeiros quilómetros parecem custar-me mais (também aconteceu algo semelhante nos 20 km de Cascais) e depois parece que já vou quase em modo automático. Claro que isto pode ser enganador. Se calhar é porque saio logo de casa directa a Monsanto, onde o terreno é mais acidentado e há mais rampas e depois quando saio de lá corro em terreno mais plano. Ou então é mesmo o meu corpo que demora a perceber que estamos a correr...

Corpo da Isa a pensar (5 minutos de corrida): "Mas que raio é que esta gaja pensa que está a fazer?"
Corpo da Isa a pensar (15 minutos de corrida): "Pirou de vez. Está a correr...É doidinha."
Corpo da Isa a pensar (30 minutos de corrida): "Mas esta rapariga insiste! É teimosa até dizer chega!"
Corpo da Isa a pensar (45 minutos de corrida): "Humm...talvez isto até nem seja assim tão mau como isso."
Corpo da Isa a pensar (1 hora de corrida): "Caramba, isto é brutal! Não é que ela tinha razão em querer continuar?!!?"
Corpo da Isa ( a partir de 1h de corrida): ...................... (tradução: nem sequer pensa, vai nas nuvens =D )

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Treino solidário Padaria Portuguesa/Run4Fun

No passado domingo passei uma manhã diferente. Juntei-me à Sandra e à Lúcia para um treino solidário a favor da Casa Mão Amiga.

A manhã amanheceu chuvosa e a vontade para sair da cama não era muita. Mas lá me convenci sabendo que assim que começasse a correr não me iria arrepender.
Neste treino tudo era aliciante, o percurso que passava por algumas zonas e bairros turísticos de Lisboa, a distância (cerca de 15,7 km), a companhia e, claro, a vertente solidária.
Chegadas ao ponto de encontro fomos levantar os dorsais ou antes, as pulseiras/fitas que serviriam de "dorsais".

Por esta altura encontrei a Carla, que iria participar na Caminhada. E pouco depois foi tempo para o primeiro agrupamento, para a organização dos Run4Fun nos informar sobre como iria funcionar o treino.
Tenho já a dizer que o treino decorreu de forma impecável. Para um simples treino não se exigia muito, mas a verdade é que tivemos direito a acompanhamento policial e de uma ambulância ao longo de todo o percurso. Dois abastecimentos de água e no final um sumo e um pão de Deus da Padaria Portuguesa. Sinceramente não consigo imaginar melhor organização.

Partimos em ambiente de festa. Todos estavam animados com o treino.
O percurso seria o seguinte: Partida da loja da Padaria Portuguesa que fica entre o Saldanha e o Arco do Cego, seguimos até à Praça de Londres, Avenida de Roma, Campo Grande, Entrecampos e em direcção ao Parque Eduardo VII. Depois seguimos em direcção a Campolide, Amoreiras e Campo de Ourique e começamos a descer até à Estrela, S.Bento e Baixa. Depois sempre a subir até à Graça, continuámos a subir pela Almirante Reis, virámos para a Estefânia e 15,7 km depois estávamos a chegar ao local de partida.


Por esta altura os acontecimentos já estão um pouco confusos, mas vou relatando aquilo que me lembro.
Partimos as três nas calmas e seguimos na conversa até ao primeiro ponto de reagrupamento. Em cada loja da Padaria Portuguesa que passámos os atletas da frente esperavam sempre pelos de trás. Ninguém ficava para trás. Quando parámos neste primeiro ponto encontrei o Pedro, falámos um pouco e acabámos por correr um pouco juntos. Na paragem seguinte encontrei outro Pedro (penso que é Pedro, mas a memória às vezes pode estar a falhar-me) que já tinha conhecido nos 20 km de Cascais. Depois desta paragem segui caminho com a Sandra e a Lúcia e a certa altura encontrei a Lígia. Corri um bocadinho ao lado dela, depois, se não estou em erro, juntou-se-nos o Pedro e depois eles seguiram e eu segui com as meninas.

Fizemos outra paragem no cimo do Parque Eduardo VII, não sei bem porquê, pois aqui não havia nenhuma Padaria Portuguesa, mas serviu para ter uma bela vista de Lisboa. Depois descemos em direcção à Estrela, entrámos no Jardim da Estrela onde uns patos empoleirados em cima de um gradeamento olhavam para nós com o mesmo ar que as pessoas que vão na rua fazem quando vêem gente maluca a correr =P
Descemos, descemos, descemos muito e grande parte em empedrado. Íamos todos com cuidado redobrado e a tentar seguir pela linha do eléctrico que não era empedrado. 
Descemos tanto que depois só poderia vir uma bela subida...parece que a "belíssima" se chama Calçada Combro. E era mesmo muito inclinada. Como estou mesmo a ficar "apanhadinha" pelas subidas, principalmente pelo desafio que elas consistem, segui sempre a correr, o mais depressa que consegui (que neste caso foi muito muito devagar). A subida nunca mais acabava, mas eu estou mesmo a começar a adorar estas subidas e deu-me uma "coisa" e gritei para baixo para apoiar o pessoal que ainda vinha atrás. Já não me lembro o que gritei, mas foi qualquer coisa como "Vamos lá pessoal! Está quase a acabar!". Como devia estar num estado de delírio (adrenalina no máximo), já não sei se foi mesmo isto que gritei, mas que gritei qualquer coisa lá isso gritei. A subida lá terminou e foi tempo para uma pequena pausa no Largo de Camões. 
Aqui fomos informados que daí para a frente é que ia ser mesmo duro e sempre a subir até à Graça. Ora, para quem acabou de fazer uma subida daquelas, dizerem-nos que agora é que vinha a parte pior...estão a ver como ficámos? Assustadas? Não....

Lá descemos tudo até à Baixa e depois começámos a subir escadas. Muitas escadas. Uma escadaria interminável até lá acima. Tive mesmo de andar. Nalgumas zonas era muito estreito e passámos mesmo naqueles bairros típicos. Adorei! 
Ao passar à porta de casa de uma senhora que devia estar a fazer o almoço e se encontrava à porta, um atleta comentou alto que cheirava bem. A senhora de imediato respondeu "Cheira bem, mas não é para ti!" e depois começou a rir-se. Hehehe.

Depois de termos subido a escadaria, havia o segundo abastecimento que serviu para recuperar algumas forças. Só que depois ainda continuávamos a subir pela Almirante Reis e por mais outra rua e aqui começou a custar-me. Os quase 15 km nesta altura começaram a fazer mossa. Eu já ia cansada, mas lá me arrastei até ao fim pensando no pão de Deus =)

Foi um treino muito positivo. Boa companhia, percurso super interessante e variado, organização 5* e tudo por uma boa causa. Haja mais treinos assim!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O segundo treino com o Spike

E o treino pelo qual todos têm esperado.... o segundo treino com o Spike! (o 1ª aqui)
Sim, porque já há pessoas a virem ter comigo nas provas e a perguntarem-me pelo Spike ou a comentarem qualquer coisa relacionada com o Spike. Está a ficar famoso.

Fui a correr até à F&B, mas desta vez fui por Monsanto. Depois passei a passagem pedonal aérea para o outro lado e fui ao canil buscar o cão mais chato de todos.
O chato rosnava enquanto eu tentava colocar-lhe a coleira. Mas rosnava a sério! Tive que fazer as coisas com jeitinho, não fosse dar-lhe na vinheta e morder-me. Eu bem que fui falando com ele e dizendo para ele se calar, que já íamos correr, mas ele rosnava como se eu estivesse a tentar enforcá-lo. Não vale a pena tentar perceber a mente do Spike...
Lá saímos em direcção a Monsanto, ao Parque do Calhau. Sim, fui novamente arrastada a maior parte do tempo, mas desta vez corremos um pouco mais e para o fim ele já não puxava tanto. Aliás ele chegou a correr ao meu lado, pasmem-se com esta!

Havia mais algumas pessoas a correrem e outras a passearem cães. Por segurança, porque sinceramente não sei como o Spike poderá reagir, não o deixei aproximar-se de ninguém. Ele é meio chanfrado da cabeça, por isso mais vale jogar pelo seguro. Mas pela expressão na cara das pessoas acho que acharam piada ao verem uma rapariga a correr com um cão. E o melhor de tudo, o Spike devia ir com uma expressão feliz e no fundo é isso que me interessa.

Desta vez  cansei o Spike. Logo à chegada do Parque do Calhau, do lado de quem vem da tal passagem pedonal aérea, há uma rampa algo inclinada. 
O Spike ia a "arrastar-me", mas desta vez eu subi a fasquia e disse "ah, queres acelerar?então vamos acelerar", e acelerei por ali acima. Por breves instantes apanhei-o desprevenido e ultrapassei-o, mas ele não se deixou atrapalhar e correu lado a lado comigo. Claramente devíamos parecer doidos a correr por ali acima. Obviamente chegámos ao topo super cansados (sim, os dois!) e tivemos de andar um bocadinho para recuperar. 
Corremos um bocadinho e fomos beber água, corremos mais um bocado e fomos beber mais água. Parámos para petiscar e iniciámos o caminho de volta.
Enquanto petiscávamos tivemos um momento ternurento em que ele estava sentado a olhar para mim com um ar tão amoroso. Fiz-lhe umas festas e ele muito sossegado e amoroso. Claro que se calhar foi porque eu tinha acabado de lhe dar os petiscos...mas naquele momento lembrei-me do Atticus. O Spike parecia tão calmo e sereno. Foi um momento especial.

Foi um treino bem melhor que o primeiro. O Spike puxou menos, em certos momentos eu até levei a trela "relaxada" no meu pulso, corremos mais e de um modo geral foi uma corrida muito agradável.

O Spike correu cerca de 35 minutos, eu corri 1h30. Na volta para casa vim pela Estrada de Benfica porque já era de noite. 

Mais corridas com o Spike se seguirão. Porque o chato no fundo no fundo merece.

Desta vez não há tantas fotos e não há vídeos, porque concentrei-me mais na corrida em si, mas aqui vai uma foto tirada durante o momento dos petiscos.
Ambos cansados, mas satisfeitos com a corridinha


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Corrida tão boa

Cheguei a casa há cerca de 1h. Fui correr. Uma hora. 
Estou feliz porque senti-me super bem. Tinha vontade de correr mais, mas como corri os 20 km no domingo é melhor ainda não abusar. 

Quase em modo automático segui até Monsanto. As minhas pernas é que me dirigiram até lá, não tomei a decisão previamente, simplesmente fui correndo e elas levaram-me até lá. Aqui na zona não há melhor sítio para correr. Adoro. Adoro a natureza, adoro o piso (terra batida), adoro os outros corredores que me cumprimentam sempre, até adoro as subidas ;)
Sinto que tudo voltou ao "normal". Este treino soube-me mesmo bem.

Ainda há árvores caídas...
Um pouco desfocada, porque ia a correr,
mas dá para ver que nesta altura tinha
uma "auto-estrada" só para mim : )
A fotografia não faz justiça à beleza de certos sítios de Monsanto.
Está tudo tão verdinho. Lindissimo!
Já agora, no domingo também tirei uma fotografia enquanto corria os 20 km de Cascais. Aqui vai:
Quero mais! Um dia destes ainda me lembro de ir treinar para  aquela ciclovia...
Próximo treino: sexta-feira.
Em princípio com o Spike =)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

20 km Cascais ou quando estamos inspirados

Sem querer estar a entrar em exageros, penso que posso dizer que foi uma das minhas melhores provas até hoje. Senti-me a voar. Nem sequer consigo descrever por palavras aquilo que senti a partir sensivelmente do km 9. A palavra que eu utilizei enquanto corria foi "inspiração". 

Mas vamos por partes.
Como sabem a semana não foi fácil, quer física, quer psicologicamente. Como tal, eu não tinha grandes esperanças para esta prova. Pelo contrário, eu estava era cheia de receios, por causa das minhas belas canelas.

Andei a poupá-las a semana toda, por isso não sabia o que iria acontecer quando eu fosse tentar correr 20 km, a 2ª maior distância por mim já percorrida.

Antes da prova encontrei-me com os restantes companheiros de equipa, mais o Nuno, a Sandra e fui encontrando pessoal conhecido dos blogues. O tempo passou num instante, tirámos umas fotos antes do ínicio da prova e dirigimo-nos para a partida.
Falta pessoal, mas em compensação temos a Kali =)
A prova começou e a estratégia adoptada foi a de ir nas calmas. Eu ia cheia de medo que as canelas dessem sinal. E por volta do km 2, a canela esquerda deu sinal. Muito ligeiramente. Não queria estar a assustar ninguém. Na altura ainda ia a correr com o João (que se manteve comigo durante toda a corrida), Sandra e Lúcia. Decidi continuar a correr, porque a dor quase não se notava, mas se continuasse assim teria de parar mais tarde ou mais cedo. Felizmente a minha querida e amorosa e fofa, e todos os adjectivos positivos que hajam, canela portou-se lindamente e pouco depois deixei de sentir dores. Continuei cautelosa, até porque no ínicio ainda haviam algumas subidas. A Lúcia e a Sandra acabaram por seguir caminho e eu e o João lá fomos no nosso ritmo, quase sempre acima de 6min/km. Mantive-me cautelosa até ao km 9. O João até comentou que eu não estava nos meus dias, eu confirmei. 
Mas isto foi antes do km 9. O km da "viragem", o km da inspiração. 
As canelas iam bem, não voltaram a dar sinal e a partir sensivelmente do km 9 deu-me uma "coisa". Não sei mesmo explicar. Comecei a acelerar. Começámos a ultrapassar muitas pessoas. Eu sentia-me mesmo bem. O João notou que eu me ia a sentir melhor. Eu disse que me estava a sentir inspirada e que era melhor aproveitar enquanto durasse. Há que aproveitar os bons momentos e enquanto nos sentimos bem, não é? Por isso deixei-me ir, pensando que provavelmente não iria aguentar aquele ritmo até ao final, mas ao menos aproveitava enquanto me sentisse bem. Se eu sonhei sequer que ia mesmo aguentar aquele ritmo até ao final...

Passámos por várias pessoas conhecidas. O Vitor tirou-nos uma foto:
Obrigada Vitor
Continuámos a ultrapassar outros atletas. Eu sentia-me a voar. O vento era algum, mas nada de especial. Até soube bem.
A minha ideia inicial era, se tudo corresse bem e eu não tivesse dores, tentar acabar por volta das 2h10/2h15. Mas ao ritmo a que íamos permiti-me sonhar um bocadinho mais alto. Os quilómetros iam passando (ou voando?) e continuávamos sempre abaixo de 6min/km. A paisagem era bem bonita, o vento até sabia bem e continuámos a correr. A uns dois quilometros da meta já sonhávamos com as 2h00. Um número muito bonito e um tempo bem melhor do que estava à espera, mas no marco do km 19 acho que ambos percebemos que era possível fazer abaixo das 2h. Só tinhamos que continuar a acelerar. E continuámos. Entre o km 9 e o 20, só o km 10 foi ligeiramente acima dos 6min/km, os restantes foram todos abaixo de 6min/km. Para mim isto é mesmo muito rápido. 
Estávamos tão perto...será que iriamos conseguir fazer abaixo das 2h? Havia ainda uma subida...Se ao menos não houvesse aquela subida...Aguentámo-nos bem e pouco depois era a descida para a meta. Entrámos na 1h59... A meta era já ali à frente, acelerámos bem e corremos os últimos metros a 4.11min/km! (Já posso dizer que já corri a 4 ao km com a camisola dos 4 ao km =) ). Cortámos a meta com 1h59m25s! Eu soltei um "YES".
Foto da AMMA
Acho que o meu sorriso depois de ter corrido 20km diz tudo.

Conseguir fazer menos de 2h é algo que estava completamente longe dos meus pensamentos. Nem em sonhos. Só foi possível porque as dores nas canelas parecem ter desaparecido. E só foi possível porque me senti mesmo inspirada. Senti-me mesmo bem. Estão a ver aqueles treinos especiais em que sentimos que voamos, mas que infelizmente são poucos? Ontem foi uma dessas corridas, a partir do km 9 deu-me qualquer coisa e a partir daí senti-me sempre a voar. Não sei se foi dos ares da maresia, ou o que raio foi, mas agradeço profundamente por aqueles momentos inesquecíveis. E claro, ao João Lima, por mais uma vez correr ao meu lado, sempre com conversas super agradáveis.

Quero mais provas "longas"! Quero uma Meia já a seguir! Estou super entusiasmada com a corrida de ontem. Quero correr mais e mais e mais. Não sei se é a adrenalina a falar, mas depois desta corrida sinto-me novamente motivada. A corrida tem estes "poderes". 

Boa semana e sejam tão felizes a correr como eu fui ontem.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Histórias engraçadas/irónicas

Independentemente de dores ou não dores (já lá vamos), hoje é um dia especial. Há 1 ano comecei a correr para nunca mais parar =).
Dia 8 de Novembro foi o dia em que descobri que adoro correr mas, sabe-se lá porquê, andei ali meio perdida durante 3 meses, até que no belo dia de 8 de Fevereiro de 2012 fui correr, mas já com outra determinação. A partir daí passei a correr regularmente.

As histórias que aqui vou contar, ou a maioria delas, não ocorreram durante este ano de corridas, mas têm tudo a ver com corrida.

Mas antes posso dizer que hoje de manhã fui correr no ginásio. Achei mais seguro para as minhas canelas correr na passadeira. Acordei a sentir-me melhor que ontem. Decidi correr 15 minutos e foi o que aconteceu. Corri bem devagar e não senti nenhuma dor até ao minuto 14. Foi apenas na canela esquerda e foi uma dor muito ligeira, mas ainda assim foi qualquer coisa. Parei e não corri mais. A dor desapareceu. Isto ainda não está bom, mas vai ficar. A minha dúvida é o que irá acontecer no domingo. Não treinei nada de jeito para uma prova de 20 km e, vendo bem as coisas, 20 km é quase uma meia maratona, mas eu vou devagarinho, vou correr num sítio lindo e rodeada de outros atletas por isso, se alguma coisa correr mal, não hesitarei em parar. Forçar e arranjar para aqui alguma coisa grave é que não!

Vamos então às histórias.

Hoje até estou mais bem-disposta e espero que vocês também estejam. Se não estão, vão ficar depois de lerem algumas destas histórias reais. Algumas são mesmo cómicas.

História número 1:

Há muito muito tempo, era eu uma criança =P fui perseguida por um cocó. Não sei se já todos ouviram falar, mas há um tipo de galinhas vulgarmente conhecidas por cocós. Há muitos anos atrás, era eu ainda pequenina, fui à terra dos meus bisavós. Eles tinham vários animais, mas havia uma galinha que, sabe-se lá porquê, um dia começou a perseguir-me. Eu corria apavorada a fugir da cocó. Sabe-se lá se não foi aqui que ficou o "bichinho da corrida". Perceberam o trocadilho? Hihihi :)
De vez em quando a minha mãe lembra-se desta história e desata-se a rir. Ao que parece teve muita piada para quem estava a assistir ver uma galinha a correr atrás de uma pobre criança apavorada.

História número 2:

Tinha eu... (não vou dizer a idade que é uma vergonha, mas digamos apenas que eu já andava na escola secundária...) e todas as sextas a seguir ao jantar ia com um grupo de amigos beber um café e depois íamos para um jardim que há aqui perto e ou falávamos um pouco, ou jogávamos futebol, vólei, basket, entre muitos outros jogos, incluindo alguns inventados por nós. Um dia alguém se lembrou de jogarmos ao "macaquinho do chinês". Eu como boa "sprinter" ia à frente e já estava quase a ganhar quando num "1, 2, 3 macaquinho do chinês", ia tão depressa que ao travar torci o pé e caí. Ao inicio o pessoal riu-se porque, segundo o que disseram, a minha queda foi muito cómica, parece que caí em câmara lenta. Depois perceberam que eu não conseguia sequer pousar o pé no chão e tiveram de me levar ao colo até casa.
Isto é tudo verídico. Os filmes em que eu me meto... Passei a noite cheia de dores e na manhã seguinte tive de ir às urgências. Durante 1 semana tive de andar de canadianas, porque não conseguia mesmo pousar o pé. Durante 3 semanas não pude fazer Educação Física, o que era horrível, porque eu gostava bastante de educação física e estar parada a ver os outros na aula não é nada fixe.

História número 3:

Esta é uma grande ironia da vida e não foi assim tão engraçada como isso. Mas tendo em conta que hoje corro, eu chamo-lhe uma grande ironia.
Finais de Novembro de 2009. Estava a tirar a carta de condução desde Agosto se bem me lembro. As aulas correram bem, eu adorava conduzir. O meu instrutor era divertido e ensinou-me bem as coisas. A minha especialidade eram as manobras. Oh, o que eu adorava fazer inversões de marcha e estacionar o carro de diferentes maneiras. No final de Novembro tinha o meu exame de condução. O de código já estava feito e passei exemplarmente, faltava o mais importante, o de condução. Chumbei! O erro foi meu, a culpa foi minha, mas querem saber o erro que cometi para chumbar?
Ia eu muito bem a aproximar-me de uma passadeira e vi que havia uma senhora a correr no passeio. Ela não parecia ir para a passadeira, mas de repente virou à esquerda e meteu-se pela passadeira adentro sem sequer olhar. Apesar de não estar à espera, eu ia atenta e travei (coisa que a maioria dos portugueses não faz...). Só que travei já em cima da passadeira, ou seja, a parte da frente do carro já ficou em cima da passadeira, e não antes, como deveria ser. Chumbei. Não fiquei nada contente. E sim, na altura "amaldiçoei" a mulher por se meter pela passadeira adentro a correr. Gente parva esta gente que corre, pensei eu =P Perdoem-me, mas estava mesmo lixada. Tive de repetir o exame umas semanas mais tarde, a 14 de Dezembro, desta vez com uma examinadora com má fama. Mas passei. À segunda foi de vez!
Ao longo do tempo tenho agradecido por ter chumbado no primeiro exame. Eu não acho que não estivesse ainda preparada. Eu já conduzia bem aquando do meu primeiro exame. Aliás, basta ver que eu travei mais que a tempo de não atropelar a senhora, só não fui a tempo de parar os metros necessários antes da passadeira. Mas o que interessa é que esse chumbo por essa razão específica me tornou muito mais atenta nas passadeiras, quer do ponto de vista de condutora (das poucas vezes que conduzi o carro de alguém, visto que não tenho carro), quer do ponto de vista de passageira, quer do ponto de vista de peão. Se calhar eu tinha que chumbar, porque se não chumbasse podia não me ter tornado tão atenta a certas coisas.
Mas digam lá que não é irónico eu ter chumbado no exame de condução por causa de alguém que se atravessou à minha frente a correr? 
Se calhar já era o destino a tentar dizer-me "Larga lá o carro e vai mas é correr!" =)

História número 4:

Já todos sabem como correu a minha segunda prova de 10 km, o Memorial Francisco Lázaro. Mas nem todos sabem o que aconteceu apenas uns minutos depois de eu ter chegado à meta.
Estava eu a fazer uns alongamentos, nomeadamente estes aqui em baixo, quando de repente senti que me tinha picado nalguma coisa. Olhei para a mão, mas não vi nada.  
Fonte:http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=35780
Pensando que podia ser um alfinete (ok, ok, eu não devia estar a raciocinar como deve ser, mas na altura foi a única coisa que me ocorreu, que um alfinete do dorsal de alguma forma tinha migrado para as minhas costas...) voltei e pôr lá a mão, embora com mais cuidado, para tirar de lá o suposto alfinete. Volto a picar-me! Dou um safanão à mão e é quando vejo um alfinete chamado ABELHA a saltar-me da mão para o chão. A mão dói-me e começa a inchar. Pânico!!! Nunca fui picada por uma abelha, não faço a mínima ideia se sou alérgica. Um bocadinho assustada, mas a acalmar-me à medida que os segundos passam dirijo-me de novo para dentro do estádio onde estava instalada a meta da prova. Procuro a ambulância, mas como todos os atletas já tinham chegado, já se tinha ido embora. Eu só queria que alguém me visse aquilo e eventualmente me tirasse o ferrão, desinfectasse e me dissessem que estava tudo bem, para eu não me preocupar. Encontro um senhor que devia ser da organização ou do estádio e ele acompanha-me enquanto vamos à procura do médico da equipa do Fofó. Não está e ao que parece não há (ou ninguém sabe onde está) uma caixa de primeiros socorros. Lindo... Então, o homem vira-se para mim, aponta para um grupo se pessoas e diz "Vai até ali e pergunta pela senhora ??? (não me lembro do nome da senhora, grande falha minha). Ela é médica e saberá o que fazer".
Muito timidamente, até porque já não me estava a doer muito e o inchaço não era assim tão grande, fui até lá e perguntei pela senhora. Uma rapariga mais nova que eu, diz "Mãe, esta senhora está a perguntar por ti". Peço desculpa pelo incómodo, explico que fui picada por uma abelha e que não sei bem o que fazer, porque nunca fui picada na vida. Ela olha-me para a mão, o filho e a filha também. Vão dizendo uns para os outros "está aqui o ferrão", "não, está aqui", "não, não vejo nada". A senhora foi super prestável e após um exame a "olhómetro" chegou à conclusão que o ferrão não parecia estar lá. Já devia ter caído ou se calhar nunca lá esteve espetado.  Já me falava em irmos para o centro de saúde, mas eu disse que não valia a pena. Foi comigo até um café, pediu gelo e ainda me escreveu numa folha o nome de dois medicamentos, só para o caso de o inchaço não diminuir com o gelo. Foi super simpática e prestável e estou-lhe muito agradecida.
No final, em conversa, disse-me que estava ali porque era a parente mais próxima do Francisco Lázaro. Prima em não sei quantos graus. Uau! Fui "atendida" pela família do Francisco Lázaro.
Uma peripécia que vivi nesse dia depois de 10 km não muito fáceis. Nunca mais me esqueço desta prova, por tudo o que aconteceu durante e após a mesma. Inesquecível!

E pronto, chega de histórias por hoje.

No domingo tenho mais uma prova, os 20 km de Cascais. 
Há uns anos, nos primeiros da faculdade, costumava ir de vez em quando andar de bicicleta de Cascais até ao Guincho com 2 amigos. Alugávamos uma "Bica" em Cascais, metíamos as nossas mochilas com comida no cestinho à frente e pedalávamos até ao Guincho. No Guincho faziamos uma espécie de picnic e depois voltávamos tudo para trás. O Guincho já é uma zona ventosa, mas lembro-me de uma vez em que apanhámos mesmo muito vento e quase não conseguiamos pedalar. Na volta não precisámos de pedalar, o vento empurráva-nos!
Algumas fotos tiradas nessas passeatas:
Aí vou eu a caminho.
Ainda agora a começar. Ao pé da Boca do Inferno.
Os meus amigos a darem um "passou bem" em andamento.
Comigo não dava, que eu estatelava-me logo no chão.
Observando a vista
Já na zona do Guincho, com vista para a Serra de Sintra

E com esta bela paisagem despeço-me. Espero que se tenham rido um bocadinho. Eu cá ri-me ao lembrar-me destas aventuras. Bom fim-de-semana e boas corridas! 




quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Falta de motivação e susto

Por onde começar? Ah já sei! Por onde fiquei da última vez. 
O último treino relatado foi o de 4ª feira da semana passada. Seguiu-se o de 6ª.
Era suposto ter sido um treino mais longo, a rondar a hora e meia. Era suposto...Não foi...E desta vez não foi porque me entusiasmei e corri mais. Foi mesmo o contrário. Não estava muito motivada e corri menos.

Eu não tenho andado muito entusiasmada. E a culpa não é da corrida. A corrida ainda é das poucas coisas que me vai entusiasmando. Eu sei que ainda só acabei o curso há pouco mais de 2 meses. Eu sei que isto está complicado. Eu sei que tenho de ter paciência e não desistir. Eu tenho paciência. Eu não desisto. Mas é difícil estarmos sem fazer nada. Eu até sou uma pessoa activa. Eu corro, eu faço voluntariado, eu vou dar as minhas voltinhas sozinha ou com amigos. Mas há aquela necessidade de te algo mais para fazer, percebem?
Antes tinha a faculdade, depois tive a tese. Sim aquilo dá a volta à cabeça de uma pessoa. Mas ao menos estava mesmo ocupada. Agora passo muito mais tempo em casa. Envio currículos, respondo a ofertas de emprego, mas nada. As pessoas nem se dignam a responder-nos e isso é frustrante. Ainda é mais frustrante quando os poucos colegas e amigos que já conseguiram arranjar trabalho estão a receber ninharias (e quando digo ninharias é mesmo uma porcaria... se pensam que ter um curso superior serve de alguma coisa, não serve de muito, um colega meu está a ganhar pouco mais que o ordenado mínimo!) e a trabalhar em média 10 horas por dia. É um bocado revoltante saber que os nossos pais investiram na nossa educação e das duas uma:

  • ou não arranjamos emprego;
  • ou arranjamos e recebemos uma bela porcaria e somos explorados que é uma coisa "linda".
Eu quero arranjar trabalho, mas digam lá se isto não é de desmotivar completamente uma pessoa? E depois admiram-se que os jovens estão todos a emigrar. Eu não me admiro nada. 

De modos que o panorama não é bonito. Vou tentar continuar a ser a Isa optimista, mas não está fácil.

Depois desta introdução (preparem-se para ler muito...se não quiserem, o melhor é lerem na diagonal ou então saltarem à frente. Não se preocupem que isto vai ter uns momentos mais alegres ao longo do texto).

Voltando então a sexta-feira. Saí para correr e o meu espírito não era o melhor e isso prejudicou o treino. Segui pela Estrada de Benfica até Sete Rios, depois segui até à Praça de Espanha e como ia afilta para fazer xixi =P tive de fazer um desvio pela Gulbenkian. 
A minha linda figura toda transpirada a entrar no edifício onde sabia que havia um wc. O segurança estava à porta, ainda pensei que ele me dia dizer alguma coisa, mas só me deu as boas tardes. Retribui e corri para o wc. Não, não corri. Andei a passo apressado.
A minha ideia era seguir até Entrecampos, Campo Grande, Telheiras, Carnide, Benfica e casa. Mas....
A chegar a Entrecampos com quem é que me cruzo?
Nada mais nada menos que a minha mãe.Vinha a sair do trabalho.
Estão a ver o que aconteceu a seguir, não estão?
Parei de correr para falar com a minha mãe e aproveitei a desculpa para acabar por ali o treino e segui com a minha mãe para casa. 50 minutos de corrida. No comment.

Ainda tinha outra hipótese de fazer um treino longo no domingo, mas como fui almoçar com o meu pai e depois demorei-me mais um pouco e depois ainda estive quase 40 minutos à espera do autocarro!!!, quando cheguei a casa já era de noite e serviu-me de mais uma desculpa para não ir a correr...

Ah mas eu ia correr na segunda! Nunca corro às segundas e a razão é muito simples, é o dia que vou ao canil e isso chega para um dia. Mas agora vou mudar isso. Vou poupar dinheiro no autocarro, vou poupar o ambiente e vou correr. 
Fui logo de manhã. Mochila às costas com roupa para trocar no canil, almoço, chaves, documentos e telemóvel. A mochila ia a abarrotar, mas o peso não me fez muita confusão. O que me fez confusão foi o quanto me custou correr até ao canil. Andava, corria, andava, corria. Demorei cerca de meia hora, mas podia ter demorado menos se tivesse ido sempre a correr. Se fosse sempre a correr demoraria menos que o autocarro, por uma razão muito simples. Até à paragem ainda são uns 6 minutos a andar. Da paragem em Sete Rios até ao canil são mais uns 6, contando com o tempo que às vezes estou à espera do autocarro, podem ter a certeza que é mais rápido ir a correr, mas não vale batotas! Tem de ser sempre a correr. Coisa que eu não consegui fazer.
Doíam-me os gémeos, sentia-me cansada. Corria um bocadinho, andava, corria mais um bocadinho, andava. Frustrante! O que me valeu foram as beijocas dos cães quando cheguei =)
Como fui de manhã, tive tempo para fazer as coisas nas calmas e desfrutar um pouco da companhia dos cães. Ao almoço sentei-me numa cadeira no terraço a apanhar sol juntamente com a Jessie, uma ternura. Estava um solinho tão bom. "Isto é que é vida", disse eu para a Jessie.
Depois de tudo feito, ainda deu para ir dar uns passeios com alguns cães. 
E depois estava na hora de voltar para casa. A correr. Ou não. Foi a mesma lenga-lenga. Andava, corria...

Terça-feira, o susto.
Na 3ª passei o dia com umas dores estranhas na zona das canelas. Canela direita e canela esquerda. Achei aquilo muito estranho. A seguir ao almoço fui andar um bocado, pouco mais de meia hora.

Quarta-feira, mais assustada.
Ontem estava claramente pior. Nem era preciso correr ou andar. Mesmo estando parada, sem fazer força nas pernas, eu sentia as dores nas zonas das canelas. Não eram dores muito fortes, mas eram incomodativas e estavam sempre lá, estivesse eu a fazer fosse o que fosse.
Não é assim por nada, mas domingo tenho a prova dos 20km de Cascais...não é uma boa altura para lesões, ouviram senhoras donas pernas da Isa????
Coloquei gelo e estou a colocar 3x/dia um spray anti-infamatório não esteróide próprio para dores musculares. 
À tarde ainda saí só para andar um pouco, mas não quis forçar muito e 30 minutos depois estava em casa.

Hoje, ligeiramente melhor.
O gelo e também o spray, mas penso que mais o gelo, fizeram-me bem. Hoje já acordei melhor. Ainda está cá qualquer coisa, mas noto claramente uma melhoria. 
Tenho algumas suspeitas, mas zero certezas. 
Na 2ª como ia para o canil levei os ténis velhos. Nunca se sabe quando um cão, digamos sei lá, chamado Spike, nos pode roer os ténis, por isso por uma questão de segurança levei os velhos. Mas se já mesmo antes do "Fim da Europa" eu já notava que eles já não me estavam a propicionar um bom amortecimento, então agora é que não estão mesmo. Para além disso, para chegar ao canil tenho de ir pelo passeio, pela bonita, mas "agressiva" calçada portuguesa. Talvez tudo isso tenha contribuído para estas dores. Espero que não seja nada mais do que isso.
Como não quero abusar, só amanhã tentarei ir correr e qualquer dor, páro logo. Até domingo veremos o que mais acontece, mas se melhorar, como parece ser essa a tendência vou à prova. Durante a prova logo veremos. São 20 km e eu não me vou meter em aventuras. Se tiver com dores páro. 

Hoje fui fazer uma boa caminhada. E senti-me bem =)
Fui a pé de casa até ao Campo Pequeno. 1 horinha. Fez-se bem.
Depois de almoçar com a minha mãe, fui estender-me na relva dos jardins da Gulbenkian a ler e a tirar fotografias. Soube-me mesmo bem.
Tirei mesmo muitas fotos, porque andava por lá uma família muito simpática ;)
Vejam lá se não são uma família super amorosa e fotogénica.
A família completa
Um dos filhotes.
Apesar de eles não terem medo e até aproximarem-se das pessoas,
eu não quis estar a entrar no espaço deles e tirei quase todas as fotos com zoom.


Olha para ela toda vaidosa! 

Sinto-me melhor, mas não vou facilitar e durante mais uns dias vou pôr gelo e o spray. 
Amanhã vou tentar ir correr, mas pouquinho e devagarinho. Se tiver com dores páro.
Depois digo-vos como correu. Don't worry.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Era bom que todos os atletas fossem assim..

Não sei se já viram esta notícia, mas aconselho que vejam.
Uma verdadeira lição de honestidade e desportivismo.