segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Corrida Jumbo/Autódromo do Estoril, regresso pós-queda

09.09.2017

Não ralhem comigo! Outra vez...Este blogue está com os relatos super em atraso!!!
São "só" 6 provas em atraso sendo uma delas uma maratona...
Mas isto vai ao sítio, aos pouco vou pondo a escrita em dia e quando der por isso estou a escrever logo no próprio dia da prova :)

Após a queda na Rocha da Pena (em Agosto...) estive parada duas semanas e depois comecei aos poucos a correr. Coincidiu nesta altura a tal operação do Vítor, sendo que entretanto foi ele que ficou parado em recuperação. Resumindo, entre um e outro a coisa esteve parada 1 mês. Claro que quando regressámos aos treinos foi muito custoso. Perdemos toda a forma que tínhamos pré-Rocha da Pena.

Com o aproximar da Maratona do Porto os treinos eram escassos e fracos, por vezes muito fracos. A coisa não estava famosa mas tínhamos que tentar. Lá nos inscrevemos para algumas provas, tendo umas corrido melhor que outras.

A 9 de Setembro queria TANTO ter ido à Meia das Lampas mas ainda não tinha treinos para fazer uma meia-maratona, ainda por cima "A" meia! Fiquei mesmo com muita pena de ter falhado as Lampas, desde que corro que todos os anos marquei presença. Este ano não deu mesmo mas contamos regressar no próximo ano :)

Não me sentia preparada para uma Meia mas 10 km conseguia com certeza fazer.

Assim, fui pela segunda vez à Corrida do Autódromo do Estoril. Desta vez corri sozinha, visto o Vítor ainda se encontrar em recuperação, mas tive o apoio do meu homem :)




Iniciei a corrida com algum receio por ser a minha primeira prova após a queda e por ainda sentir uma impressão no joelho, mas cedo me senti bem e com força e ups...acabei por me entusiasmar.

Tinha pensado fazer uma prova mais tipo treino sem grandes acelerações, fazer à volta de 1h, 1h e pouco, mas como me sentia bem claro que acelerei.




Correr no autódromo é um sentimento especial pois estamos numa pista de automóveis e esta pista em específico não é assim tão plana, pelo contrário até tem algum sobe e desce. Mas lá me aguentei, sentindo o entusiasmo e o espírito de uma corrida e acabei por fazer 55m49s :)
Fiquei super feliz! Para a minha forma do momento foi óptimo fazer abaixo dos 56 minutos e deixou-me mais optimista para as provas seguintes e até para a maratona.

A prova seguinte, a Corrida do Tejo, já não correu assim tão bem mas sobre essa falamos noutra altura.


Felicidade minutos após cortar a meta

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

UTRP, uma prova enguiçada

E vão mais de dois meses sem escrever no blogue.
Mas há uma explicação, várias. 
Vamos por partes.

A Rocha da Pena coincidiu com o inicio de um novo desafio profissional. Está a correr tudo bem e está a ser uma óptima experiência mas estou a começar, há muita coisa a aprender. Chego ao final do dia muito cansada e sem vontade nenhuma de ligar o computador, quanto mais escrever.

Gostava de vos dizer que nestes dois meses temos corrido muito, imenso...mas não é bem assim...

Depois de meses de preparação e de finalmente nos sentirmos aptos a terminar uma prova como a Rocha da Pena chegou o grande dia. E o grande dia para mim terminou logo ao km 18:

5 pontos depois...

Voltei a esbardalhar-me! Só que desta vez foi à grande.

Não tem grande história. Mais um fim-de-semana de calor, embora nada comparado com o calor da edição de 2016! 
Levantámos os dorsais no dia anterior em Salir e logo nos reconheceram. Que desta vez é que era! Desta vez íamos conseguir! Pois....
Até tive direito ao dorsal número 8! Foram uns queridos. Sempre o dissemos e continuamos a dizer esta organização é do melhor que há. Impecáveis!

Ali está ela...a Rocha da Pena
Duas caras sorridentes antes da prova.

Estávamos optimistas mas sentíamos respeito pelo que tínhamos pela frente. Não seria brincadeira. Mas mais que nunca sentíamos que íamos conseguir.

E aí vamos nós...
Sorrisos
E mais sorrisos.

Até por volta do km 18 corremos bem e felizes. Soltámos um ou outro palavrão pelo meio, com aquelas subidas não dá para evitar, mas o panorama geral era bom. 
Os abastecimentos bons como sempre, os voluntários simpáticos e prestáveis como sempre.

À saída do segundo abastecimento, com 18 km e pouco tínhamos uma zona de terra batida (piso igual ao das fotos) que era ligeiramente a descer. Sentia-me muito bem, toca a acelerar. Claro que o nosso "acelerar" não é igual ao dos outros mas ainda assim era a acelerar um pouco visto que era uma zona plana e a descer. 

Mais uma vez, e tal como das outras duas vezes que me esbardalhei este ano, nem dei pela coisa, quando dei por mim já tinha tropeçado em algo e já me estava a esbardalhar no chão. Pequeno problema...para além das dores que até nem eram muito fortes, tinha aberto o joelho...um corte ainda feio. O Vitor assim que olhou para aquilo disse logo que eu não ia poder continuar, mas eu recusando-me a acreditar em tanto azar neguei. 

Tive sorte. Caí poucos metros depois do abastecimento, foi só andar para trás uns 100 ou 200 metros. Lá chegada fui vista por uns bombeiros e enfermeiros que me desinfectaram a ferida mas que disseram logo que ia precisar de pontos e que ali não tinham médicos, só junto à meta... Ainda em negação perguntei se não me podiam coser o joelho ali mesmo para eu continuar em prova...Santa inocência...Responderam-me logo que não, que mesmo que me cosessem ali, com os km's todos que ainda faltavam e com o simples acto de correr iria abrir os pontos. Tive que me resignar. A minha aventura tinha terminado ali :(
Nem sequer cheguei à mítica Subida do Inferno :(

Depois seguiu-se o mais difícil, convencer o Vítor a continuar. Ele não queria seguir sem mim, mas tive que insistir. Ao menos que um de nós terminasse! E ele lá seguiu caminho.

Fui transportada para a meta, levaram-me até à tenda médica e lá fui cosida por um médico do Hospital de Loulé. Levei 5 pontos.

Entretanto sentei-me à espera do meu Vítor, mas infelizmente não esperei muito. Devido a fortes caimbras ele foi obrigado a desistir. Esta é uma situação recorrente, ele costuma sofrer bastante nalgumas provas com caimbras mas essa é outra situação que esperemos entretanto ter ficado resolvida.

E assim terminou a nossa aventura na Rocha da Pena.
Sinceramente esta prova parece enguiçada para nós. Por muito que tenha um carinho especial por ela ,e por muito que a organização seja fantástica, não sei se voltaremos. É provável que um dia sim. Algum dia vamos ter que a acabar, mas não sei se será tão proximamente quanto isso.

Até um dia destes Rocha da Pena?

Depois disto tive que andar a trocar o penso dia sim dia não e passado nem uma semana a enfermeira achou que já se podiam tirar os pontos. Nós não ficámos muito convencidos até porque aquilo ainda estava com um aspecto feínho mas ela tirou-os.
Estive duas semanas sem correr nada, até porque para além da ferida em si, tinha vários arranhões na perna e uma ferida mais pequena no outro joelho. E, claro, as dores...
Desde que comecei a correr que nunca tinha estado tanto tempo sem correr. 
Após as duas semanas comecei com algumas caminhadas e alguns passos de corrida mas tudo muito fraco pois o joelho doía-me. Entretanto o Vítor teve uma pequena operação, nada de grave, mas também teve que estar sem correr cerca de duas semanas.

Esbardalhanço Isa + Operação Vítor = Muito poucos treinos para a Maratona do Porto 

Mais de dois meses depois tenho uma "bela" marca no joelho e embora não me doa a correr, dói-me ao toque. Esta é daquelas cicatrizes que não desaparecem assim...penso mesmo que vou ficar com esta cicatriz para sempre. Ou seja, gosto tanto da Rocha da Pena que até fiz uma tatuagem =P

A duas semanas e meia da Maratona do Porto nunca treinámos tão pouco para uma maratona. 
Mas, como diz um amigo nosso, vamos acreditar :)

Para já é tudo, daqui a mais uns dias (vou tentar, vou tentar!!!) volto a escrever sobre a prova seguinte.

Corram amigos! Corram! Mas não se esbardalhem!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Caldas Trail, o regresso do Vitor

16.07.2017

A semana seguinte à lesão do Vítor foi passada a pôr gelo todos os dias e a massajar com Voltaren todos os dias. Fez-lhe bem e a meio da semana fomos fazer um teste ligeiro, conseguiu correr mas ainda com uma moínha por isso não corremos muito e corremos mais lentos. No final da semana novo teste e desta vez correu muito bem, sem quaisquer dores!!! :)

O Vítor decidiu que iria tentar ir às Caldas, mas apenas aos 25 km. E digo "apenas" porque a ideia inicial era irmos à ultra como preparação para a Rocha da Pena. Mas com a sua lesão recente seria demasiado arriscado fazer uma ultra. E mesmo assim já foi um pouco arriscado ele fazer os 25 km mas felizmente que a coisa correu bem :)

Aquecemos bem, principalmente o Vítor, e depois partimos rumo a mais uma aventura. 

No ano passado já tínhamos feito esta prova e gostámos muito. Achámos desafiante mas nada de muito difícil, por isso em principio não seria uma prova má para um recém recuperado lesionado fazer.

Selfie pré-prova

Mal sabia eu que quem ainda ia sofrer nesta prova ia ser eu! 
O homem começou louco! Devia estar de ressaca da lesão! Quanto a mim...parecia que as pernas não queriam correr, tinha os gémeos pesados. Arrastei-me durante os primeiros 5 km com o Vitor na dianteira a correr como se não tivesse estado lesionado...sem comentários...Só me apetecia rosnar =P

Felizmente que a coisa passou e comecei a sentir-me bem melhor e a correr bem soltinha.
Não há nada comparável a corrermos de uma forma solta e leve. É uma sensação única!

A prova correu muito bem, apesar do Vítor se ir a sentir bem, tentámos não abusar muito e não esticar em demasia nas zonas mais corríveis.

Obrigada aos srs do INEM por nos terem tirado esta foto na arriba
(daí eu estar toda torta e mais alta que o Vitor eheheh)

 

Lagoa de Óbidos

Se no ano passado fizemos 4h08m, este ano, com o Vitor ainda a recuperar de lesão, terminámos com 3h52m :)

Os prémios... hi hi hi ;)

Foi uma prova super agradável, com uma excelente organização e um percurso bom sem ser demasiado duro.

Nos fins-de-semana seguintes fomos até à Serra de Sintra fazer respectivamente 25 e 30 km. Ambos bons treinos :)

Entretanto num treino mais rápido de 10 km a meio da semana, o Vítor voltou a ter uma moínha. Chegámos à conclusão que o problema é quando ele acelera mais, tipo 5 e pouco e assim. Por isso desde esse dia que temos corrido mais controlados e sem grandes avarias. Os longos foram feitos a correr sempre que possível e a caminhar sempre que necessário, mas sem puxões ou acelerações. E basicamente tem estado estável, sem dores, mas todos os dias faz massagem apenas por precaução.

Sendo assim....

....venha daí essa Rocha da Pena!!!! 

Sim...é já no próximo domingo...

AI CA MEDO! ;)

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Sessão dulpa: 10 km Lagoa de Santo André + 25 km Trail Moinhos Saloios

08.07.2017 - Corrida da Lagoa de Santo André

No inicio de Julho fomos até à Lagoa de Santo André para os seus bem bonitos 10 km. Tudo normal não fosse estarmos também inscritos para outra prova no dia seguinte, os 25 km do Trail dos Moinhos Saloios. Seriam 2 provas no mesmo fim-de-semana, sendo que os 10 km eram para puxar e depois teríamos que nos aguentar à bronca com os 25 km do dia seguinte.

Fomos até à Lagoa com o amigo João, estava algum calor mas nada como no ano passado.
Após um bom aquecimento fomos para a partida e começámos a correr. O ritmo era bom mas por volta do km 2 o inesperado aconteceu, o Vitor encostou e disse que não dava para continuar. Disse-lhe que podíamos parar um pouco e depois continuávamos, mas ele disse que não dava mesmo para correr, para eu seguir sem ele. E eu assim fiz. De facto, após a Meia de Almada ele andava-se a queixar durante os treinos duma dorzinha, e ali em Santo André a puxar bem, houve algo que esticou de mais e ele não aguentava correr.

Segui sozinha um pouco desalentada mas com garra para acabar aquilo e pelo menos tentar bater o meu recorde de prova. Para isso tive que passar ao lado da senhora que estava a oferecer melancia (e que está lá todos os anos) e seguir correndo.

Aos poucos comecei a sentir-me cada vez melhor e na zona de terra batida/areia ainda acelerei mais e comecei a ultrapassar pessoas. Sentia-me bem e sabia que ia bater o meu recorde de prova que era de 55m11s.
No último km embalei bem na descida e senti-me como não me sentia à muito tempo, a voar :)
Ultimo km abaixo de 5 e últimas centenas de metros a 4 e pouco :)
Cortei a meta com 53m59s, tirando assim mais de 1 minuto ao meu anterior recorde aqui em Santo André :)
E em 37 provas de 10 km que já fiz, este foi o meu 8º melhor tempo :)

Na recta da meta o Vitor estava à minha espera, a puxar por mim e a coxear...A coisa não estava bonita, disse-me logo que não havia hipóteses de ir fazer o trail no dia seguinte e sabia-se lá como seriam os próximos treinos e provas...


A puxar bem na recta da meta.

09.07.2017 - Trail Moinhos Saloios

Apesar do Vitor não estar em condições de correr, quanto mais de fazer 25 km por trilhos, no dia seguinte lá fomos até à Venda do Pinheiro para a minha primeira prova de trail all by myself. Pois é...tantos anos de corridas e esta foi a 1ª vez que fiz uma prova de trilhos sozinha, mas até foi bom pois deu-me mais confiança. A prova não podia ter corrido melhor. :)


Houve um minuto de palmas em memória da incomparável Analice.

O tempo estava ameno e isso também ajudou. Logo nos 1ºs km's tive um encontro muito agradável com este grupo :)
Umas fofinhas!



Já sabem que eu adorando animais fiquei logo deliciada com estas meninas e menino muito simpáticos.

Chegada ao primeiro abastecimento, sentia-me impecável e mesmo feliz por estar a correr naqueles belos trilhos. Ao longo da prova fui enviando mensagens ao Vítor para ele ficar mais descansado.

Tentei andar sempre perto de outros atletas, mas por vezes dava por mim sozinha, o que mete sempre algum respeito, mas a coisa fez-se super bem.

Quando passava em pequenas povoações tinha sempre senhoras a torcer por mim. Foi muito giro. Umas diziam "Força menina" enquanto outra perguntou-me de onde vinha eu a correr, ao que eu respondi que desde a Venda do Pinheiro. A senhora comentou logo "Ui, ainda tem muito que andar!" =)


No inicio da prova encontrámos o Francisco que corre para caraças e ajudou na organização desta prova e ele disse-nos logo que este ano havia uma pequena surpresa...E a surpresa foi a da foto seguinte, mas óbvio que olhando para a foto não se percebe bem a coisa. Foi mais um bom treino para a Rocha da Pena :) 


Pouco depois desta subida juntei-me a dois companheiros que vendo-me sozinha convidaram-me a seguir com eles. E assim foi, nos últimos 4, 5 km segui com esta malta impecável e cortámos a meta juntos. 


Obrigada companheiros :)

No final havia muita e boa comida, em especial muito queijinho ;)

Se em 2016 acabámos com 4h27m, este ano acabei com 3h34m! Quase menos 1h! :)
Fiquei muito satisfeita com o meu resultado e o Vitor também ficou todo orgulhoso :)

Nem parecia que tinha puxado bem nos 10 km do dia anterior. Foi uma dose de 35 km neste fim-de-semana, mas nas próximas semanas haveria mais e felizmente já com o Vitor a recuperar :)
Senti-me impecável durante toda a prova, sempre levezinha e cheia de força.

Venha daí essa Rocha da Pena!!!!!!!!!!!!!!!!

domingo, 30 de julho de 2017

Meia-Maratona de Almada, muito dura!

01.07.2017

Três anos após a última edição, a "minha" Meia, a Meia-maratona de Almada regressa! 
Fiquei super feliz quando soube que esta Meia ia regressar. 

Mas se na 1ª edição senti-me espectacular, fazendo uma prova de trás para a frente e com novo recorde pessoal e na 2ª edição foi uma sensação muito especial, pois corri dias depois de me ter esbardalhado e corri com o joelho magoado, já na 3ª edição...

A equipa presente:
Aurélio, João e nós os dois.
Muito animados antes da prova.
Depois da prova seria mais estoirados...

Tínhamos pensado dar o nosso máximo durante a prova e tentar pelo menos as sub-2h mas cedo desistimos da ideia. Todos os anos a prova teve percursos diferentes mas sempre difíceis, sempre com sobe e desce. Mas este ano foi demais! Esta edição foi de longe a mais dura e cedo deu logo cabo dos atletas. É uma prova com um percurso muito variado e isso é muito motivador mas tanta subida (e que subidas!) e tão cedo foi muito desgastante.

Com menos de 5 km já tínhamos entrado na Base do Alfeite e já íamos na 3ª, 4ª, 5ª? subida. Eu sei lá! Eu só sei que quando parecia que a coisa ia estabilizar vimos uma rampa bastante inclinada! Isto com 5 km! Soltei logo um palavrão. Se solto palavrões tão cedo numa prova estamos mesmo mal. Logo ali percebemos que era para esquecer as sub-2h. Tínhamos que encarar esta Meia como um treino. Um treino ainda agora a começar...

Ainda dentro da Base do Alfeite, quando finalmente entramos em zona plana, levamos com vento forte de frente...a partir daí ainda tivemos um km ou outro onde conseguimos acelerar um pouco mas a verdade é que as subidas iniciais já tinham dado cabo de nós. 

A partir daqui foi um martírio, era apenas para acabar. Foi um excelente treino lá isso foi...mas para a mente. 

Depois de sairmos do Alfeite, pouco depois entrámos na Lisnave, completamente ao abandono, e depois seguia-se, "só" a pior subida de todas, já com 15 km nas pernas e cerca de 2 ou 3 km sempre a subir...Estão a imaginar o nosso sofrimento? Foi tentar aguentar o melhor que podíamos e ainda por cima com o Vitor a queixar-se de uma dor na zona do gémeo/tendão de aquiles.

Já dentro do Parque da Paz ainda havia muito sobe e desce e quando finalmente cortámos a meta foi um alívio por a corrida ter terminado. No final todos nos queixávamos da dureza da prova. É um percurso muito variado e interessante mas bastante duro.

Acabámos com 2h06m11s o que nem foi assim tão mau tendo em conta a dureza da prova.
Foi a minha 25ª meia-maratona. 25 meias! Parece que ainda ontem comecei a correr :)

Tinha que colocar aqui esta foto que descobrimos na net.
Vejam só a coincidência! Exactamente na mesma posição! :)
No final da grande subida.
Os braços no ar e o sorriso são de alívio!
A metros da meta.
ATÉ QUE ENFIM!!!!

domingo, 23 de julho de 2017

Corrida das Fogueiras, sai um recorde aos 15

24.06.2017

Recém-regressados dumas férias no paraíso (leia-se Açores), no sábado 24 de Junho, fomos até Peniche para uma das provas mais animadas do nosso país, a Corrida das Fogueiras.
Seriam 15 km e quiçá um novo recorde.

Tempo para reencontrar amigos e dar algumas gargalhadas :)

A equipa presente:
nós, João Lima e Eberhard. (falta o Aurélio)
Com o amigo Carlos Cardoso, o famoso Papakilometros
E aqui com o João, o Carlos e o Vitor.
Duas grandes equipas: 4 ao km e CAL =)
E aqui já com o Aurélio (mas a faltar o Eberhard...
nunca conseguimos ter todos os elementos numa foto,
há sempre alguém que desaparece)
Após um óptimo convívio, fizemos um bom aquecimento, apesar de não me sentir a 100% queria tentar o meu melhor e quiçá um novo recorde pessoal.
A partida foi dada já escurecia, o Vitor começou logo a acelerar e eu até consegui acompanhá-lo. Passados os km's iniciais sentiamo-nos bem, ia dar para acelerar. Bora lá tentar recorde! ;)
O percurso foi o habitual, cheio de gente a apoiar os atletas e com as fogueiras bem vigiadas por escuteiros e bombeiros. Os primeiros km's foram dentro de Peniche e planos, depois começámos ligeiramente a subir e entrámos na zona sem iluminação, apenas com a ocasional fogueira a iluminar. Como ainda não era noite cerrada consegui avistar as Berlengas ao longe, foi bem bonito.
Continuávamos a subir mas nada de extraordinário, neste momento já nos sentimos melhor a subir. 

Foi quando chegámos ao topo e depois era quase sempre a descer, rolámos bem e demos o máximo naquelas descidas. A determinada altura já era certo um novo recorde aos 15 km :) Mas eu ainda tinha esperança num tempo sub 1h20m ;) E dei o máximo no último km para o conseguir, oh se dei!

Será que consegui? 

A chegada à meta.

O tempo que aparece na foto é o oficial e não o de chip...Quando nós partimos o cronómetro já estava a rolar à algum tempo...

O meu novo recorde aos 15 km é....

1h19m57s!!!!

CONSEGUI! =)

Novo recorde pessoal e sub 1h20m.
O anterior recorde tinha sido conseguido em Abril na Corrida dos Sinos e era 1h21s38s. Tirei quase 2 minutos!

Claro que fiquei super satisfeita e ainda mais fiquei quando soube que o amigo João tinha batido também o dele, está em grande forma!

O Vitor já que não bate os dele, visto que são demasiado bons para ser assim tão fácil batê-los, vai-me ajudando a mim a bater os meus :) Obrigada meu Vitor!

E obrigada ao povo de Peniche que mais uma vez soube animar de forma fantástica esta corrida e esta festa.

3 atletas muito satisfeitos

domingo, 2 de julho de 2017

Corrida do Mirante, com direito a esbardalhanço e a..pódio!

11.06.2017

Após o Trail de Sesimbra fiquei super constipada e no domingo seguinte tínhamos mais uma prova de trilhos, a Corrida do Mirante. Estavam previstos 20 e poucos km's mas durante a prova ficámos a saber que tinham reduzido para 18 km, segundo o que ouvimos dizer devido ao calor.


Estávamos bastante curiosos quanto a esta prova pois já nos tinham dito que ainda era durinha e que tinha uma subida particularmente difícil. Estando eu constipada não tínhamos grandes aspirações, queríamos apenas fazer mais um bom treino de trilhos.

A partida foi dada na Ota, seguindo depois por trilhos variados pela Serra da Ota. Estava a ser bem interessante e eu, apesar de respirar apenas pela boca, até me estava a sentir bem e com força nas subidas. Foi neste dia que ficámos com a certeza que os treinos estão mesmo a fazer efeito :)


Ao fundo a Serra de Montejunto coberta por nuvens.
Lindo!


A prova estava a ser bastante variada, com algumas zonas corríveis mas também com algum sobe e desce.

A atravessar uma pedreira e o calor a fazer sentir-se.

A certa altura chegámos a uma subida cronometrada. Tenho pena que depois os resultados dessa subida não tenham sido publicados, pois até nos saímos bem e inclusive passámos algumas pessoas durante a subida. Não se pode dizer que fosse uma subida particularmente difícil, ainda era algo longa mas faseada. Nada de extraordinário, a pior ainda estava para vir:

F...-se!!!
exclamámos ambos quando avistámos esta coisa.
Por um lado ainda bem que aquela coisa nos estava a aparecer à frente, pois tinha algumas semelhanças com as da Rocha da Pena. E não pensem que a subida é "só" aquilo que estão a ver na foto...ahahah...queriam!!! Não!!!! Era mesmo a descer, a descer, a descer e depois, uma vez la em baixo, era sempre a subir, a subir, a subir.

A começar a descer para depois enfrentar a subida.

Atentem nas duas fotos que se seguem.
Primeiro ela disfarça, vai a meio da subida e sorri como se aquilo fossem peanuts...depois ela é apanhada na realidade, a subir curvada e de cabeça baixa. Eheheh =P

Claro Isa...está-se bem aí, não é?...
Pois...bem me parecia...
Mesmo assim até nos safámos bem e a partir daqui a coisa era sempre a descer e a rolar. 
Alguém da organização confirmou-nos que a prova tinha sido encurtada e que teria 18 km, faltava pouco mais de 1 km para acabarmos. Toca a acelerar. Bora lá! Vou-me a sentir mesmo bem....pum catrapum...esbardalhei-me! Numa zona plana....nem sei como fiz aquilo, mas claramente ia demasiado entusiasmada (mal sabia eu que até tinha razões para me entusiasmar...) e devo ter tropeçado nalgum tronco ou raíz. Caí meio de lado, esfolei o joelho direito e o ombro. Estava um pouco dorida mas estava bem. Apressei-me a tranquilizar o Vítor e os dois atletas que me viram cair, eu estava bem, foi mais o susto.

Siga a correr, mas agora com mais cuidado.

Cortámos a meta dos 18 km e pouco com 2h42m.

Fomos tomar banho, fomos almoçar a feijoada que todos os atletas tinham direito (mhan mhan mhan) e sentámo-nos lá a almoçar enquanto chamavam os atletas ao pódio. Chamaram dos vários escalões e nós ali descontraídos a comer sem prestar grande atenção aquilo....Pois que quando chegamos a casa e vamos ver as classificações vejo que fui 3ª no escalão. Como acho aquilo estranho chamo o Vitor e peço-lhe para confirmar comigo. Parece que sim, que fui 3ª no escalão...Como ainda não estou convencida envio sms ao João e peço-lhe que confirme, pois não faz sentido...eu nunca vou a pódios....alguma coisa deve estar errada...do outro lado um João Lima muito entusiasmado...pois que fui mesmo 3ª no meu escalão! 
Eu? Constipada? Esbardalhando-me ao comprido na recta final da prova? Eu?

Pois que sim amigos. Fui 3ª no escalão :)
Não tive esse grande momento de subir ao pódio (e nós lá ao lado!!!!) mas tive direito a uma medalha que me foi posteriormente entregue na Corrida das Fogueiras.


Na Corrida das Fogueiras (2 semanas depois)
com a minha linda medalha :)