02.10.2016
Foram precisos 4 anos para regressar à meia onde me estreei.
Foi aqui que a 30 de Setembro de 2012 me estreei na distância da meia maratona. Na altura fiz 2h32m39s. Agora fiz abaixo das 2h :)
Foi engraçado ter regressado ao local da minha estreia para completar a minha 20ª meia-maratona.
20 meias! Já é um número respeitável :)
Encontrámo-nos bem cedo com os restantes 4 ao km no Parque das Nações.
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| 4 ao km presentes nesta corrida: Vitor, Isa, João Lima e Eberhard. |
Apanhámos o autocarro para a partida que fica em plena Ponte Vasco da Gama, uma ponte que é sem dúvida bem bonita e com uma vista fantástica.
O autocarro ainda demora uma meia hora a chegar ao local da partida, pois tem que fazer a ponte toda até ao fim e depois dar a volta para nos deixar já para lá de meio da ponte.
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| Estes rapazes parecem muito pensativos... aposto que vão todos a pensar nas tácticas a adoptar... =P |
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| Um grupo animado de franceses. |
Vimos muitos estrangeiros nesta meia e claro que a maior parte do pessoal a apoiar durante a corrida eram estrangeiros. Eles fazem a festa toda :)
Tinha grandes expectativas para esta corrida. Na semana anterior tinha batido o meu recorde aos 10 km, agora queria pelo menos aproximar-me do meu recorde à meia e quiçá batê-lo.
Começámos bem, a uma média boa, gosto sempre de passar os 2 ou 3 km, porque só aí é que posso ficar descansada que já não me irão aparecer dores de gémeos ou de canelas. Chegámos facilmente aos 5 km e passámos aos 10 em bom ritmo para o recorde, embora fosse um pouco à justa.
O retorno seria por volta dos 12 km, foi mesmo nessa altura que o João passou por nós a bom ritmo e me deu um força, acreditando que eu conseguiria bater o meu recorde. Sim, porque o recorde do Vítor já é uma coisa mais à frente, o menino já fez 1h43m03s...O meu é 1h58m52s.
Mais ou menos nessa altura tive uma ligeira quebra que durou uns 3 km, depois recuperei e siga que eu ainda quero perseguir o recorde. Todos nós que corremos sabemos que uma das coisas que dá mais gozo é o esforço por um recorde, o perseguir aquele tempo. Independentemente de o batermos ou não, é um gozo enorme irmos a dar o máximo para tentarmos bater aquele tempo e foi exactamente assim que me senti durante esta corrida. Ainda por cima estava a ser muito renhido, km 16, 17, 18, 19 e eu sempre a acreditar, embora soubesse que tinha muito pouca margem.
Já na zona do Parque das Nações continuámos a acelerar e continuei a acreditar embora já me fosse a custar.
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| Quase a chegar à meta, a acelerar na esperança de bater o meu recorde. |
Fizemos a curva para entrar na longa recta da meta, olhei para o relógio e ao ver o quão longe ainda vinha a meta e vendo que ainda por cima o meu relógio ia dar 21 km e uns 200 m percebi que já não dava. O mais frustrante é que ia ficar tão perto... Ainda soltei um palavrão antes de cortar a meta.
Ao cruzar a linha da meta vi o meu pai nas bancadas a assistir e cortei a meta de mão dada com o Vitor. Fizemos 1h59m16s. O meu recorde, relembro, é 1h58m52s. Ali tão perto...
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| Acabadinhos de atravessar a linha da meta. O meu pensamento era "Porra, como é que deixei escapar o recorde?" |
Apesar de alguma frustração por ter deixado escapar o recorde por tão poucos segundos, a verdade é que só temos que nos orgulhar, pois foi o meu 2º melhor tempo em 20 meias-maratonas e foi a 2ª vez que baixei das 2h. Isto promete, o recorde não anda longe :)
No final o habitual gelado e a bonita medalha, ainda tirámos uma foto com o meu pai mas está no telemóvel dele.
Foi uma excelente prova, senti-me bem, o Vitor também. Andamos a correr bem, a sentir-nos soltos e é uma sensação muito boa sentirmo-nos assim tão bem a correr.
Na semana seguinte havia nova meia-maratona, a da Moita (para ter o blogue em dia só me falta um relato!!!!!!!!!!!!)
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| Foto tirada pelo meu pai que nos fez uma surpresa na meta |





















































