domingo, 16 de outubro de 2016

Meia-Maratona da Ponte Vasco da Gama, o recorde ali tão pertinho...

02.10.2016

Foram precisos 4 anos para regressar à meia onde me estreei.
Foi aqui que a 30 de Setembro de 2012 me estreei na distância da meia maratona. Na altura fiz 2h32m39s. Agora fiz abaixo das 2h :)

Foi engraçado ter regressado ao local da minha estreia para completar a minha 20ª meia-maratona. 
20 meias! Já é um número respeitável :)

Encontrámo-nos bem cedo com os restantes 4 ao km no Parque das Nações.

4 ao km presentes nesta corrida:
Vitor, Isa, João Lima e Eberhard.

Apanhámos o autocarro para a partida que fica em plena Ponte Vasco da Gama, uma ponte que é sem dúvida bem bonita e com uma vista fantástica.




O autocarro ainda demora uma meia hora a chegar ao local da partida, pois tem que fazer a ponte toda até ao fim e depois dar a volta para nos deixar já para lá de meio da ponte. 


Estes rapazes parecem muito pensativos...
aposto que vão todos a pensar nas tácticas a adoptar... =P
Um grupo animado de franceses.
Vimos muitos estrangeiros nesta meia e claro que a maior parte do pessoal a apoiar durante a corrida eram estrangeiros. Eles fazem a festa toda :)

Tinha grandes expectativas para esta corrida. Na semana anterior tinha batido o meu recorde aos 10 km, agora queria pelo menos aproximar-me do meu recorde à meia e quiçá batê-lo.
Começámos bem, a uma média boa, gosto sempre de passar os 2 ou 3 km, porque só aí é que posso ficar descansada que já não me irão aparecer dores de gémeos ou de canelas. Chegámos facilmente aos 5 km e passámos aos 10 em bom ritmo para o recorde, embora fosse um pouco à justa.
O retorno seria por volta dos 12 km, foi mesmo nessa altura que o João passou por nós a bom ritmo e me deu um força, acreditando que eu conseguiria bater o meu recorde. Sim, porque o recorde do Vítor já é uma coisa mais à frente, o menino já fez 1h43m03s...O meu é 1h58m52s.
Mais ou menos nessa altura tive uma ligeira quebra que durou uns 3 km, depois recuperei e siga que eu ainda quero perseguir o recorde. Todos nós que corremos sabemos que uma das coisas que dá mais gozo é o esforço por um recorde, o perseguir aquele tempo. Independentemente de o batermos ou não, é um gozo enorme irmos a dar o máximo para tentarmos bater aquele tempo e foi exactamente assim que me senti durante esta corrida. Ainda por cima estava a ser muito renhido, km 16, 17, 18, 19 e eu sempre a acreditar, embora soubesse que tinha muito pouca margem.

Já na zona do Parque das Nações continuámos a acelerar e continuei a acreditar embora já me fosse a custar. 

Quase a chegar à meta, a acelerar na esperança de bater o meu recorde.


Fizemos a curva para entrar na longa recta da meta, olhei para o relógio e ao ver o quão longe ainda vinha a meta e vendo que ainda por cima o meu relógio ia dar 21 km e uns 200 m  percebi que já não dava. O mais frustrante é que ia ficar tão perto... Ainda soltei um palavrão antes de cortar a meta.
Ao cruzar a linha da meta vi o meu pai nas bancadas a assistir e cortei a meta de mão dada com o Vitor. Fizemos 1h59m16s. O meu recorde, relembro, é 1h58m52s. Ali tão perto...



Acabadinhos de atravessar a linha da meta.
O meu pensamento era "Porra, como é que deixei escapar o recorde?"

Apesar de alguma frustração por ter deixado escapar o recorde por tão poucos segundos, a verdade é que só temos que nos orgulhar, pois foi o meu 2º melhor tempo em 20 meias-maratonas e foi a 2ª vez que baixei das 2h. Isto promete, o recorde não anda longe :)

No final o habitual gelado e a bonita medalha, ainda tirámos uma foto com o meu pai mas está no telemóvel dele.

Foi uma excelente prova, senti-me bem, o Vitor também. Andamos a correr bem, a sentir-nos soltos e é uma sensação muito boa sentirmo-nos assim tão bem a correr.

Na semana seguinte havia nova meia-maratona, a da  Moita (para ter o blogue em dia só me falta um relato!!!!!!!!!!!!)

Foto tirada pelo meu pai que nos fez uma surpresa na meta

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Corrida do Tejo, o inesperado e muito saboroso recorde

25.09.2016

Quando uns dias antes da prova o meu pai me envia uma mensagem a dizer que o almoço de domingo será esparguete à bolonhesa e que me está já a dizer para ver se eu corro mais depressa, eu nunca pensei que fosse de facto resultar.
É que o esparguete à bolonhesa do meu pai é o melhor do mundo :)

No dia da prova acordámos cedo e fomos deixar o carro a Oeiras, onde nos encontrámos com o João e apanhámos o comboio até à zona da partida em Algés.

Chegados a Algés encontrámos logo os companheiros de equipa e mais alguns amigos. O meu amigo Carlos também estava presente, esta ele nunca perde. 
Esta prova é bastante especial para mim, de certa forma e sem eu saber foi aqui que tudo começou. Ainda eu não corria, e estava longe de imaginar o que viria a correr, fiz esta prova maioritariamente a caminhar com o meu amigo Carlos por duas vezes. Foi também aqui (já eu corria) que bati o meu recorde pessoal da altura e baixei pela 1ª vez da hora! Mal sonhava eu que este ano estaria aqui a bater novamente o meu recorde pessoal.

Os 4 ao km presentes:
Vitor, eu, Orlando, João, Conceição (na vertente caminhada) e Aurélio.
Com o meu amigo Carlos.

O meu pai ainda foi ter a Algés de comboio e ficou na plataforma a ver a nossa partida.
A partida foi dada, a habitual enchente com muita gente. Começámos a correr e o Vítor arrancou logo a puxar por mim. Achei aquilo um ritmo um bocadinho alto para mim mas segui colada a ele dentro dos possíveis. Entretanto o Orlando e o Carlos seguiram e o João ainda se manteve conosco nos primeiros 2 km mais ou menos, Na zona da Cruz Quebrada, quando começamos a subir para o Alto da Boa Viagem, o João olha para mim e comenta que o Vítor vai com a pica toda, eu respondo alto e bom som para o Vitor me ouvir que vamos a uma velocidade demasiado rápida para mim e acrescento a seguinte frase "Pessoal, eu não vim aqui hoje para bater recordes, ok?" Eheheh, mal sabia eu =)

Entretanto o João seguiu e eu lá me aguentei colada ao Vitor, com ele sempre a puxar. Eu olhava para o relógio e "sabia" que não conseguiria aguentar aquele ritmo até ao fim, nunca antes o havia feito. A continuar assim iria bater o meu recorde pessoal...hoje não era o dia...ou seria...?
Em Caxias avistámos o meu pai que tinha saído do comboio só para nos apoiar e depois o apanhou novamente até Oeiras.

Eu sabia ter feito média de 5.16 na Corrida Luzia Dias, aqui os primeiros 5 km foram estes:

5.20
5.10
5.28
5.02
5.06

3 km abaixo de 5.16 e 2 km não muito acima de 5.16. Quando cheguei a meio da prova fiz os meus cálculos e sabia que se me mantivesse assim conseguia bater o meu recorde pessoal. Comecei a acreditar, embora não soubesse se conseguia manter aquele ritmo. Surpreendi-me a mim própria e não mantive aquele ritmo...superei-o! Superei-me a mim própria e foi um sentimento espectacular!

Eu andava para aí desde Junho ou Julho a dizer que sentia as pernas leves, prontas para novos recordes e neste dia isso confirmou-se. Sentia as pernas super leves, a sensação era fantástica, sentia-me a voar. 

Já se avistava a meta, sabia que seria muito difícil o recorde escapar-me, só tinha que ir lá à frente à rotunda junto à Praia de Carcavelos e dar a volta para cruzar a meta na minha terra natal.

A meta estava ali tão perto. O meu anterior recorde pessoal tinha sido em Novembro do ano passado na Corrida Luzia Dias onde fiz 53m09s. Aqui ia fazer claramente na casa dos 52 minutos! Por momentos ainda sonhei em chegar na casa dos 51, mas rapidamente vi que já não dava. Pouco importava, ia bater o meu melhor tempo aos 10 km! Cruzámos a linha de meta com o tempo de chip de 52m11s!!! 58 segundos a menos que o meu anterior RP!!!!!!! =) FOI BRUTAL!

É que ainda por cima acabei bem, sentia-me bem, cansada claro, mas bem. Senti que se de inicio tivesse tido menos receio e mais confiança até podia ter aqui feito na casa dos 51 minutos. Senti-me mesmo bem :)

Os últimos 5 km foram às seguintes médias, ou seja, ainda fiz a segunda parte mais rápida que a primeira:

5.07
5.16
5.07
5.13
4.59

Se já achava que de inicio estava a puxar bem, como raio ainda fui eu desencantar esta força extra? Não sei, só sei que fiquei mesmo feliz e o mais importante: corri feliz.

Obrigada meu Vitor por acreditares em mim e puxares tanto por mim :)

A umas centenas de metros da meta o Vitor olha para o relógio.
Um último esforço para o grande momento.
Segundos depois de ter batido o meu recorde pessoal.

Chegados à meta logo vemos o João, o Carlos e o Orlando. Cada um tinha feito a sua prova, mas ambos tinham acabado com tempos parecidos, na casa dos 51 minutos.
Estávamos todos de parabéns.

Pouco depois estávamos junto do meu pai prontos para o esparguete à bolonhesa =P

Junto ao rabo da baleia onde nos encontrámos com o meu pai.
Com amigos e companheiros da equipa Run Lovers.

Foi um recorde muito especial por vários motivos:
1º porque não estava nada à espera,
2º porque foi aqui que me iniciei nas "corridas" ainda em versão caminhada,
3º porque foi aqui que pela primeira vez baixei da hora aos 10 km,
e 4º porque foi na minha terra, Oeiras :)

Que mais se pode pedir?

Ah já sei, um brutal esparguete à bolonhesa! ;)

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Meia-Maratona do Porto, bonita mas sofrida

18.09.2016

Estando nós a preparar a Maratona do Porto, pareceu-nos uma excelente ideia irmos ao Porto fazer a meia-maratona, uma vez que o percurso até tem algumas zonas em comum com o da maratona.
O percurso até era plano, quiçá bom para tempos. E já agora aproveitávamos para passear um pouco, embora sem abusos para poupar as pernas para domingo.

Chegados ao Porto no sábado à hora de almoço:

Estava uma delícia! ;)

A seguir ao almoço aproveitámos para dar uma voltinha no centro, na zona da Avenida dos Aliados e na Rua de Santa Catarina. De seguida fomos pôr as malas ao hotel. Desta vez resolvemos experimentar o Pack Atleta, este pack encontrava-se no site da prova. Tinham parcerias com alguns hotéis, com direito a late check-out até às 15h (o que permitiu que lá fossemos tomar banho depois da corrida) e transporte para a partida e da meta de regresso ao hotel :) Espectáculo! Era isto mesmo que queríamos :)
Depois de instalados fomos levantar os dorsais à zona da Alfândega, estava bastante calor, o que fazia prever uma meia igualmente quente e assim foi.
Estamos nós a passear na feira da corrida quando damos de caras com o stand da loja do casal de atletas Susana Simões e Telmo Veloso. Para quem não conhece são um casal que tal como nós também correm ambos, a diferença (pequena....) é que eles correm muito mais muito mais rápido =P. Estão essencialmente dedicados ao trail onde já subiram a pódios diversas vezes. Mais recentemente ela foi a 1ª portuguesa a cortar a meta no Ultra Trail Mont Blanc e 13ª feminina à geral. Ele foi o 3ª português a cortar a meta e 29º à geral. 
Não podíamos deixar passar a oportunidade e metemos conversa com eles, a conversa acabou por durar quase meia hora! Muito simpáticos :)

Depois de levantados os dorsais fomos passear ao espectacular e enorme Parque da Cidade. Não deu para ver tudo pois no dia seguinte havia a meia. Foi mais ou menos por esta altura que comecei a ficar com cólicas e a sentir-me mais fraquinha, mas não liguei muito.  Mas quando fomos jantar continuava com cólicas e comecei a sentir-me quente, estava com febre! Disse logo ao Vitor que tínhamos que ir a uma farmácia, se não tomasse nada no dia seguinte não estaria capaz de correr a meia. Que chatice! Que azar!

Fomos cedo para o hotel para descansarmos e entretanto comecei a sentir a febre a baixar. Já as cólicas levaram-me à casa de banho umas quantas vezes. No dia seguinte logo veria como me sentia mas queria pelo menos tentar correr.

No dia da prova acordei sem febre mas ainda com dores de barriga, com muita pena minha tive que me controlar ao pequeno almoço :( E era daqueles muito variados que apetecia comer tudo...Depois do pequeno almoço os atletas juntaram-se todos à porta do hotel para apanharmos o autocarro até à meta e daí apanharmos outro autocarro até à partida.

Rio Douro.
Foto tirada na zona da partida.
Pórtico da partida.

Tenho um 8 no dorsal! =)
É sempre motivo de alegria para mim pois nasci num dia 8 no ano 88 =)

Antes da prova lá fui eu para a fila da casa de banho. Esperava que fosse o suficiente para me aguentar durante a prova.

Ah é verdade, já me esquecia! Se na Corrida do Avante estreei os meus ténis novos, na Meia do Porto estreei um relógio novo! =) Antes tinha um muito básico que deu o berro e já estava há uns 2 meses a correr sem relógio. Estava mesmo a precisar de um novo e a escolha foi o Garmin 230, exactamente igual a este abaixo :)
Até agora estou a gostar dele, mas ainda não explorei bem todas as potencialidades do relógio.

Resultado de imagem para GARMIN 230

Vamos então ao relato da corrida. 
Começámos a correr nas calmas, eu com algum receio devido ao dia da véspera. O percurso é de luxo, sempre junto ao Douro.




Ao chegarmos à Ponte D. Luís I estava lá a Aurora Cunha a dar "hi-5's" aos atletas e nós também fomos dois felizes contemplados :)
Ao atravessar a ponte aconteceu uma coisa super estranha, de repente parece que o piso foi abaixo. Pensei que estava a ter tonturas e o Vítor até deu um jeito na zona do joelho, que lhe provocou uma dor durante uns 2 km. Foi uma situação muito estranha e mais atletas "queixaram-se" da ponte "ir abaixo".

Corremos na margem de Gaia até à Afurada. Eram muitos atletas e como na vinda já vinham os mais rápidos, o percurso era um pouco apertado para tanta gente, apesar de plano não me parece ser um percurso fácil para quem queira tentar bater recordes, pois as ultrapassagens são difíceis. Passámos várias vezes pela equipa mais representada na prova, uma equipa vinda da Holanda com mais de 400 atletas! E também passámos pelo amigo Isaac que também tinha ido ao Porto fazer esta bonita meia.

Tentei dar o meu melhor mas com o calor a apertar comecei a quebrar e calor com cólicas não é coisa que costume resultar bem. Foi já depois dos 10 km que de vez em quando me davam algumas dorzitas incómodas mas pelo menos não sentia que precisasse mesmo de ir à casa de banho.
Depois psicologicamente também foi um bocado chato termos que voltar tudo para trás da Afurada até Vila Nova de Gaia e depois passar novamente a ponte e virar em direcção à partida para só depois dar a volta e começar finalmente a correr em direcção à meta. 
Entretanto, e para piorar as coisas, o Vítor começou também com algumas dores de barriga...boa...agora éramos dois...
Os últimos km's  já foram bastante custosos, fizemo-los quase a arrastar-nos, inclusive com alguns passos a caminhar. Só queria acabar aquilo rapidamente. As dores não eram incapacitantes mas eram bastante incómodas e as pernas também já não tinham muita vontade.

Lá cruzámos a meta da minha 19ª meia-maratona em 2h12m36s. 
Pior que nas Lampas que é só sobe e desce! Mas tendo em conta a febre e as cólicas já foi uma vitória conseguir terminar.

No final lá estava o autocarro à espera para nos levar até ao hotel. Correu tudo bem com a experiência "pack atleta".

Gostámos muito de ir até ao Porto fazer esta meia, é pena não termos podido desfrutar devidamente do percurso tão bonito mas claramente recomendamos :)
Quando lá voltarmos é para fazer aquela coisa com 42 km....Medo...

p.s. Estou bem encaminhada com a minha "promessa" de pôr o blogue em dia até ao final do mês  :)
Ainda não vamos a meio do mês e já escrevi 4 relatos e só me faltam 3:
- Corrida do Tejo
- Meia Vasco da Gama
- Meia Moita

sábado, 8 de outubro de 2016

Meia-Maratona das Lampas, sempre especial

10.09.2016

Na semana seguinte à Corrida do Avante óbvio que não podíamos faltar à Meia das Lampas! Aqueles que conhecem percebem porque digo "óbvio", aqueles que não conhecem têm mesmo que conhecer. Não há meia como esta. É uma festa de amigos, onde as povoações por onde passa a prova saem à rua para apoiar os atletas, com um percurso bonito e difícil, que mais se pode pedir? ;)

Chegados a São João das Lampas encontramos o grande impulsionador desta prova e que há anos que não a corre precisamente para poder organizá-la de forma fantástica. Parabéns Fernando Andrade e a todos os que contigo organizam esta maravilhosa corrida.

4 ao km com o grande Fernando Andrade

Como podem ver pela t-shirt do Fernando esta corrida já vai na 40ª edição. Impressionante! Pela nossa parte desejamos que chegue à 80ª edição, à 100ª e por aí fora :) E ano após ano queremos marcar presença.

Com a Mafalda.

A prova começou com o seu habitual ambiente festivo e como se comprova pela foto abaixo (tirada logo à partida) nós também vamos a correr felizes. Porque nesta prova é quase impossível não correr feliz.

Sorridentes nos primeiros metros.

É a 4ª vez que aqui vimos, embora da 1ª vez ainda não namorássemos. 
Damos a habitual volta dentro de São João das Lampas para depois iniciarmos uma boa descida até ao 1º abastecimento. Segue-se a primeira grande subida, a mostrar o porquê de muitos chamarem a esta meia, a meia das rampas...
Após esta subida há uma zona plana e é nessa altura que alcançamos alguém que leva um lenço a dizer "Badwater". A  grande Carla André! =)
Quando a alcançamos ficamos um pouco a falar com ela, damos-lhe os parabéns, ao que ela super humilde e sorridente agradece como se pouco tivesse feito. Afinal de contas foram SÓ mais de 200 km no Vale da Morte com temperaturas a rondar os 50ºC! Um feito do outro mundo!
Perguntamos também se já tem novas aventuras no horizonte, não nos diz muito, dando apenas a entender que já anda a pensar em algo, embora ainda não esteja nada definitivo. Esperemos para ver o que mais esta mulher irá fazer.

Infelizmente pouco depois de termos passado pela Carla André o Vitor começa a ter ameaças de caimbras. Vejo pela cara dele que está a ficar forte e acabamos por ter de andar. A coisa está preta, diz-me que se não passar vai ter que ficar ao km 13 onde passamos em São João das Lampas, junto à meta. Fico preocupada, nunca numa prova de estrada o Vitor tinha posto a hipótese de desistir. Ainda por cima estávamos a cerca de 5 km de São João das Lampas, como raio ia ele fazer? Ia a andar até lá? Disse-me para eu seguir sem ele mas claro que não o fiz, estava cheio de dores e ia deixá-lo sozinho? Tem com cada uma... Alguns metros de caminhada depois ele sentia-se melhor e quis arriscar tentar correr. Disse que para já as caimbras tinham passado mas ainda sentia lá aquela impressão que pode dar mais a qualquer momento, por isso seguimos a correr mas mais devagar. 
Felizmente naquela passada mais controlada, o Vitor conseguiu aguentar até ao fim da prova.


Aqui sou feliz!




Apesar de uma prova mais controlada conseguimos desfrutar da corrida e de todo o ambiente festivo sempre que passávamos por uma localidade. 
O sobe e desce constante foi feito sempre a controlar a passada para evitar novas caimbras. Os abastecimentos também não falharam, assim como a habitual rosa para as senhoras uns metros antes de cortarmos a meta.

Com a minha rosa na mão.
18ª Meia-maratona concluída para mim

Foram 2h11m44s de tempo de chip. Longe do nosso melhor tempo aqui, de 2h05m, mas tendo em conta que o rapaz me dizia ao km 8 que se calhar ia ter que desistir por causa das caimbras...acho que foi um tempo muito bom! Acabámos mais uma meia, a minha 18ª :)

Após a meta costuma haver um verdadeiro festim. Ele é biscoitos, ele é batatas fritas, ele é melancia. Ai a melancia! 

Com a grande Carla André, que é a simpatia em pessoa.
E mais uma com a Carla André :)

E conseguimos tirar fotos com a Carla André! :)
Obrigada Mafalda :)

E depois uma última foto com as nossas medalhas. Gosto particularmente do pormenor do Vitor agarrado ao biscoito eheheh :) (goza goza Isa....mas tu já tinhas comido os biscoitos todos antes sequer de chegarmos ao carro.... eheheh).

Orgulhosos das nossas medalhas

Em suma foi mais uma excelente edição das Lampas!

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

3 anos como maratonistas

No dia da estreia como maratonistas junto ao amigo João.

Não podia deixar passar esta data em branco.
Faz hoje 3 anos que nos tornámos maratonistas! 3 anitos.
Desde então já contamos com 6 maratonas no currículo e falta hoje precisamente 1 mês para a 7ª :)

E a paixão pela mítica distância não esmorece.
Correr uma maratona é mesmo algo de especial e inesquecível.

Venham muitas mais maratonas! ;)

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Corrida do Avante em dia de estreia de ténis, mais uma prova com calor

Estando nós inscritos para 4 meias-maratonas achámos que seria benéfico primeiro ir a uma prova mais curta só para entrarmos em ritmo mais competitivo. E reparámos na Corrida do Avante, uma prova gratuita que sempre quisemos fazer. Com uma distância que todos os anos varia entre 10 km e pouco e 11 km e tal pareceu-nos uma boa opção.

Aproveitei e estreei os meus ténis novos =)

São lindos, não são?

Desde que corro que uso sempre ténis da Skechers. Ainda não é das marcas mais usadas pelos portugueses mas olhem que há alguns campeões a correrem com eles. São ténis super confortáveis e super leves, admito que para quem esteja habituado aos ténis habituais, estes possam parecer "esquisitos" pela sua leveza. No entanto, sempre me dei bem com eles por isso em equipa vencedora não se mexe!
Para além disso não são das marcas mais caras, principalmente se comprados na altura dos saldos que é o que eu faço todos os anos ;)

Espero que tenham gostado da foto dos ténis pois será a única a que têm direito neste artigo.
É uma grande falha mas não tirámos uma única foto nesta prova! Nem sei como é que isto aconteceu. Acho que não corri com o telemóvel o que foi pena pois foi uma prova bem bonita.

A corrida começa em Amora, na margem sul, percorre toda a baía do Seixal, fazemos o retorno e voltamos a percorrer a baía do Seixal em sentido contrário até à entrada da Festa do Avante onde termina a corrida.

Em mais um dia de calor neste Verão que foi ultra quente começámos a prova em ritmo bom mas cedo fomos afectados pelo tempo quente. E cedo começaram também as bocas sobre o nome da equipa..."4 ao km...vão é para aí a 6 ou 7...". Um chico esperto nem soube ler a camisola: "eu corro a 4 ao km"...Não amigo! A camisola diz "eu corro nos 4 ao km". Outro ao passar por nós numa subida perguntou-nos "vocês estão a mentir, não estão?" Grrr. Já não há paciência para os engraçadinhos. 
A equipa chama-se 4 ao km porque foram 4 fundadores! Para além disso se eu for convidada eu posso perfeitamente pertencer a uma equipa que corra a 4 ao km e eu por acaso não..posso simplesmente um dia querer vir a correr. Também posso estar lesionada, também posso estar a recuperar duma maratona, posso estar adoentada ou pode simplesmente apetecer-me correr a 5 ou a 6 ou a 7 ou até caminhar! Há tantas possíveis explicações para uma pessoa não estar a correr à velocidade de 4 ao km mas parece que nenhuma destas hipóteses passa pela cabeça destes engraçadinhos. 
Por outro lado depois ponho-me a pensar que não vale a pena a chatice e opto por ignorar.

Mas prosseguindo com o relato...
Estava muito calor e assim que apareceu a primeira subida quebrei completamente. Só me apetecia andar mas lá me fui arrastando km após km. Segundo o site, a corrida este ano tinha 11 km e tal, por isso o meu pensamento foi meramente aguentar-me até aos 10 km a correr e a partir daí digo ao Vitor que vou alternar caminhada com corrida até à meta. Pelo menos podíamos perceber quanto conseguíamos fazer aos 10 km. Chegados aos 10 km percebemos que a meta já estava perto e tivemos uma bela surpresa, a meta afinal era aos 10 km e cerca de 200 m. Fizemos 59m19s e lá me aguentei sem andar. Foi um tempo da treta mas tendo em conta o muito calor que estava já não foi nada mau fazermos abaixo da hora. Quem diria que 3 semanas depois estaríamos a correr para um recorde pessoal aos 10 km ;) (mas sobre isso vão ter que esperar para ler).

É uma prova muito bonita e é gratuita! Ainda por cima dão a quem termina a prova bilhetes para a Festa do Avante. Bem bom :)

domingo, 2 de outubro de 2016

Ultra Trilhos Rocha da Pena no dia mais quente do ano ou...Ultra Rocha da Pena 2- Isa&Vitor 0

Com praticamente 2 meses de atraso (ups!) aqui vai o relato de nova tentativa de concluir o Ultra Trail Rocha da Pena (UTRP).
Agora a sério, eu sei que o blogue tem estado assim para o abandonado mas nós continuamos a correr! E cada vez mais rápido ;)
E fica aqui já escrito e prometido (ai Isa no que te vais meter...) que até ao final do mês no máximo eu fico finalmente com a escrita em dia!

Agora quanto à Rocha da Pena. 
Estávamos inscritos desde Março na esperança de "vingar" a desistência do ano passado mas o tempo e a falta de treinos trocaram-nos as voltas.

Depois de São Mamede desleixámo-nos um bocado, continuámos a treinar inclusive treinos longos e provas de trail com 20 e tal km's mas claramente não chegou. O principal problema é que descurámos o treino de subidas. Andámos mais preocupados com o calor e chegámos mesmo a fazer um longo num dos dias mais quentes do ano, só para terem ideia nesse dia quando iniciámos o treino estavam 35ºC! Seja como for nada nos poderia preparar para o que uns dias antes da prova se encontrava escrito no Facebook do UTRP:

"podem contar com uma sensação térmica na ordem dos 45º / 50º"

PÂNICO!
45ºC?!?!?!
50ºC?!?!?!

Onde raio nos fomos nós meter?
Rapidamente entrámos em modo "ok, vamos lá, damos o nosso melhor mas se aquilo for um calor brutal e se tiver mesmo que ser desistimos..." E teve mesmo que ser...

Não temos falhado esta prova desde a 1ª edição e continuamos fãs. E para o ano queremos voltar :)
Temos aproveitado o facto de ser em Agosto e já agora aproveitamos a altura das férias.
No 1º ano fizemos os 25 km, no 2º ano tentámos fazer os 60 km e desistimos aos 41 km, este ano tentámos fazer os 50 km e ficam já a saber que desistimos aos 29 km. 
Eu+calor extremo=impensável
Por isso estou a rezar a todos os santinhos para que no próximo ano o UTRP não calhe no dia mais quente do ano! Sim, porque 2 ou 3 dias mais tarde saiu uma noticia a dar conta que domingo, dia da prova tinha sido o dia mais quente do ano em Portugal até à data! Olha a nossa sorte, hein?...

Mas adiante.

Sábado, 6 de Agosto, véspera da prova.
Chegámos ao Algarve à hora de almoço e fomos logo a Loulé levantar os nossos dorsais. Aí logo nos alertaram para o calor que se faria sentir no dia seguinte. Aliás bastava ver o calor que já estava nesse sábado. Que brasa! Demasiado calor!

Conversámos sobre a táctica para o dia seguinte e vendo logo o calor extremo que estava prepará-mo-nos para o pior.
O calor era tal que tivemos que dormir de janela aberta e ventoinha ligada! 

Domingo, 7 de Agosto, dia da prova.
A organização sabendo que aquela zona costuma ser quente e como a prova se realiza em pleno Agosto coloca a partida para as 7h. Uma excelente decisão, pois sempre conseguimos correr 2 ou 3 h com uma temperatura aceitável. Mesmo assim às 7h da manhã já estava quente...

Prestes a partir.

Este ano notámos uma maior participação. A prova está aos poucos a tornar-se mais popular e bem o merece.

Iniciada a prova foi aproveitar as sombras e a temperatura ainda não tão quente. 
O percurso pareceu-nos quase igual ao do ano passado, tirando uma zona nova bem gira e em single track.




A tal zona nova em single track e com fotógrafos em cantos escondidos =P
Não larguei os bastões 1 minuto!
Mesmo em zona corrível, corri com eles na mão.
Tornaram-se mesmo os meus melhores amigos em trilhos.
Aqui e à sombra já vamos a escorrer suor...
Mas ainda há sorrisos.


Algures na zona propriamente dita da Rocha da Pena um fotógrafo reconhece-nos (presumo que do ano anterior) e "ameaça-nos" de apedrejamento se não terminarmos este ano...Calma...ele estava a brincar mas foi mesmo algo do género como quem diz "não acabem isto, não...", respondi também na brincadeira que agora íamos mesmo ter que terminar. Nesta altura ainda íamos bem, penso que até melhor que no ano passado, conseguíamos correr melhor nas zonas de corrida e aguentar-nos nas subidas. O problema é que esta prova tem uma zona de subidas brutais mas é só a partir sensivelmente dos 20 km, continuo a achar que não há subidas assim em mais lado nenhum. São tão inclinadas!!!! É de desesperar!


"Apanhados" em pleno abastecimento :)

Aos poucos foi ficando cada vez mais calor. Ainda nem eram 11 da manhã e já tínhamos deitado abaixo mais de 2l de água! Estava um bafo! Nem queria imaginar quando chegássemos às subidas da morte ou do inferno...Sim, a prova tem duas subidas com estes nomes e o problema é que há outras sem nome e que são tão ou mais difíceis que estas...

Oh esta é uma amostrinha de nada...
Podes enganar os leitores com esse sorriso Isa...mas a mim não me enganas...
sei bem o que ias a sofrer com o calor e com as subidas...

Aquela ali também é só uma amostra...
E esta também é uma filha ainda bebé...

Aos poucos (e ainda nem chegámos à Subida da Morte) vamos vendo já alguns atletas encostados a árvores, alguns sentados a descansar junto à sombra da árvore. Está mesmo um calor brutal!

Chegamos à Subida da Morte, ouvimos musica. É um "maluco" que lá em cima está a gritar e a tocar como se fosse um índio. 
À medida que as pessoas avistam a Subida da Morte vão-se ouvindo palavrões e suspiros. Aquela não é mesmo uma subida fácil. É mesmo de se dizer palavrões! Principalmente estando o calor que está! Já não me lembro mas é bastante provável que tenha dito uns quantos.

Chegados lá acima é a separação do trail e da ultra. Seguimos para a ultra mas mais valia termos logo virado ali rumo à meta do trail... O que se segue é uma descida arranca unhas. E depois nova subida onde aproveitamos para olhar para trás e ver se vem alguém atrás na descida. Ainda não se avista ninguém...será que desistiram? Será que já somos os últimos? Para já seguimos completamente sozinhos. Nova subida...agora a do Inferno... TIREM-ME DESTE FILME! Aos poucos estou-me a passar com estas subidas mega inclinadas. Já não me lembrava que isto era TÃO inclinado e começo logo a resmungar que estas são as piores subidas de sempre. O problema é mesmo a inclinação. E aquele calor...aquele calor é demasiado...não sei como ainda não derretemos. Vamos a beber imensa água e ao mesmo tempo a comer bastante e a beber isotónico. Não podemos de modo algum entrar nalgum estado mais perigoso.




São subidas atrás de subidas, o calor está insuportável. Tenho que parar e sentar-me um bocado. Sento-me numa pedra numa zona de sombra, nessa altura digo ao Vitor que vou bem mas que aquele calor é demais e só preciso duns minutos sentada para ganhar alento para mais subidas. Na verdade seria a subida seguinte que nos deixaria KO. O calor era brutal e a subida era muito inclinada. Subíamos uns metros e parávamos junto às sombras das árvores com a banda sonora desta prova sempre como companhia. E que banda sonora foi essa? A das cigarras! Ui o que elas cantaram neste dia de calor extremo! A certa altura tive que me sentar novamente. Depois de sentada e de uma forma super pacífica e tranquila digo ao Vitor que por minha vontade quero desistir. O Vitor concorda de imediato. Estamos na mesma onda. Isto está a ser brutal, o calor é extremo e as subidas...bem são as mesmas de sempre e nós não nos preparámos convenientemente para elas. Desta vez não vai ser nada de dramático, vamos desistir porque não queremos ir ao limite como foi o caso do ano passado onde andei ali a roçar os meus limites. Sabemos que ainda vêm aí mais subidas brutais e o calor provavelmente ainda vai piorar! Não, chega por hoje. Para o ano há mais.

Caminhamos até ao abastecimento seguinte onde assim que chegamos comunicamos a nossa vontade de desistir. São super simpáticos conosco, concordam que mais vale desistir estando "bem" do que ir ao limite. Comentam que o vassoura ainda vem para trás com mais atletas e que já tinha também comunicado informando que eles também queriam desistir ali, por isso aguardamos por eles no abastecimento.
Enquanto isso aqueles 3 voluntários ali presentes fazem-nos sentir o verdadeiro espírito do trail (cada vez mais em vias de extinção) conversando conosco e contando-nos histórias de outros atletas. Informam-nos que só ali já desistiram várias pessoas e que noutros pontos de abastecimento (principalmente no seguinte) também já tinham desistido umas quantas. Contam-nos como uma equipa, daquelas da frente que ganham coisas, tinha chegado ali e um dos atletas tinha gritado com o outro que já ia bastante cansado para se despachar pois já vinha aí outro atleta de outra equipa. É o espírito do trail...

Quanto a nós esperámos ainda uma meia hora mas os últimos atletas nunca mais chegavam e um dos voluntários acabou por tomar a iniciativa de nos levar até à meta. Aí tomámos banho e depois seguimos caminho para a nossa "casinha" em Alte onde aproveitámos para mergulhar as pernas na água fresquinha das piscinas fluviais :)



Foi uma desistência super tranquila, de certa forma já previsível para nós. Foi mais uma experiência e mais um treino. 
O UTRP continua de parabéns por ano após ano continuar a pôr de pé uma prova muito bem organizada e com voluntários muito prestáveis e simpáticos.

Depois do UTRP...FÉRIAS!!! =)
E ainda deu para mais um treino durante as férias. Foram cerca de 7 km de recuperação pós Rocha da Pena e onde misturámos um pouco de estrada com terra batida.







E depois da Rocha da Pena?
Depois tem sido só estrada. 
Estamos a preparar a nossa 7ª maratona, a Maratona do Porto e estamos 100% dedicados à estrada. Confesso que já tenho imensas saudades de correr em trilhos e já estamos inclusive inscritos para um trail pós Maratona do Porto :)

Próximos relatos:
  • Corrida do Avante
  • Meia-maratona das Lampas
  • Meia-maratona do Porto
  • Corrida do Tejo
  • Meia-maratona Vasco da Gama