quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Trail Centro Vicentino da Serra, beleza e dureza alentejana

No domingo dia 11 de Janeiro foi dia da nossa primeira prova do ano.
E não imagino melhor forma de começar o ano. Este não foi um trail qualquer, este foi bem especial. Lindíssimo e duríssimo. Tal como a gente gosta.
Foi também a minha primeira prova com 27 anos, feitos durante a semana :)

Aproveito para partilhar convosco aquele que foi o meu bolo de anos.

Obrigada pai :)

Fomos até Portalegre pela segunda vez para mais um trail. A primeira foi para o Trail de São Mamede, os 42 km que acabaram por ser 44 e que podem ler aqui. Na altura adorámos toda a prova e a excelente organização. Voltámos agora para outro trail igualmente bem organizado mas ainda mais belo e duro.

Já sabem que eu gosto sempre de relatar tudo, não só porque as peripécias que se vivem durante mais de 7h são muitas mas também porque gosto de poder um dia mais tarde reler o que escrevi e relembrar as aventuras vividas.
Por isso aqui vai mais um livro ;)

Atleta que é atleta não vai a Portalegre só para fazer a prova, aproveita e sobe os 270 degraus da escadaria da Pena. Sobe e desce claro! Já tinhamos descido esta escadaria após cerca de 40 km de prova do Trail de São Mamede, agora queriamos também subir e assim fizemos :)
Pelo caminho encontrámos estes amigos e vimos uma cena super ternurenta e que mostra a inteligência e ternura das ovelhas. O dono apareceu e elas foram logo todas ter com ele, ele a fazer-lhes festas e uma grandalhona estava toda contente a dar-lhe com a pata para ele lhe fazer mais festas. Haviam de ver!

Oh para esta ovelhinha tão amorosa!

Eu a fazer amigos.

E depois voltámos a concentrar-nos na tarefa de conquistar a Pena.
Um pequeno vídeo que fizemos:



Pronto não vos vou mais massacrar com o pré-prova.
Chegou o dia e como já tinhamos levantado os dorsais no dia anterior foi só fazer o controlo zero e esperarmos pela partida.
A partida atrasou um pouco, cerca de 15 minutos, mas nada que manche a espectacular prova que foi e a boa organização.
Houve muita animação na partida e assim partimos em clima de festa.

No mercado de Portalegre onde foi a partida e a chegada.


A partida foi dada dentro do mercado mas só cá fora é que seria dada a partida "a sério".
Corremos pelas ruas de Portalegre e não tarda nada estavam a doer-me os gémeos e as canelas...espectáculo....Não aqueci bem, mas realmente a logística também não permitia grandes aquecimentos.
Ora estas dores significam que depressa ficámos para trás e depressa ficámos para último...
O começo era logo a subir.
Não foi a primeira nem vai ser a última vez que eu começo logo a pensar que não tenho estofo para estas coisas. Mas isto passa sempre assim que os meus músculos aquecem bem e se soltam e nessa altura já penso no quanto adoro isto e em como posso não ser rápida mas tenho a resistência necessária para progredir sempre e terminar.
Fomos acompanhados pelo atleta vassoura, que segundo me lembro se chamava Miguel e que foi muito simpático conosco.
Cedo percebemos que esta prova era muito técnica e para ajudar à festa tinha bastantes subidas, algumas em escalada.

Toca a escalar malta!

Não sei dizer ao certo mas cedo fomos apanhados pelos primeiros atletas da prova mais curta, os 20 km. Isto causou algum transtorno para nós pois como haviam muitos single tracks, tinhamos que estar sempre a parar para nos desviarmos e deixarmos passar esta malta que não corria, voava!
O nosso companheiro conhecia muitos deles e ia dando força.
Fomos também ultrapassados por um atleta de quatro patas! E olhem que era bem minorca e no entanto era ele que ainda ia a puxar pelo dono. Comentámos entre os 3 que é uma boa opção para as subidas ;)
Mais ou menos na mesma altura também fomos ultrapassados por um atleta que perguntou se éramos a Isa e o Vitor. Mais um companheiro leitor dos nossos blogues. Não chegámos a perguntar o nome mas desejámos uma boa prova e olhem que com o andamento que ele ia...vai lá vai...
Por esta altura já me tinham passado quaisquer dores e já ia solta. O Vitor percebeu logo pois eu já ia mais faladora e a correr melhor.
Paragem para apreciar esta bela cascata em pleno Alentejo. E passaríamos por mais. Lindíssimo!




Esta prova esteve repleta de situações originais e engraçadas. Uma delas deu-se quando ainda íamos misturados com os atletas dos 20 km e começamos a ouvir um atleta a relatar a prova começando assim "E estou aqui em directo para a Rádio Portalegre..." e depois começa a relatar a prova. Ainda ficámos na dúvida se ia a brincar mas o nosso companheiro (relembro que íamos com o atleta vassoura) confirmou-nos que era mesmo a sério. Muito fixe! Relato em directo e com mais emoção que alguns relatos de jogos de futebol eheheh :)

Outra particularidade desta prova foram as diversas placas informativas ou motivadoras que encontrámos e que sempre nos faziam sorrir.


Do melhor!
Esta normalmente aparecia antes duma subida....
Podes descansar Vitor mas não te preocupes que...
"Tá quase compadreeeee" :)
Digam lá que estas placas não eram do melhor!

Nem tinhamos ainda chegado ao 2ºabastecimento, o dos 14 km onde se dava a separação dos atletas das duas provas e já tinhamos passado por vários trilhos técnicos e com muito verde e muita água.
Ah, já me esquecia mas dei uma queda. Mais uma para o historial....Haviam algumas zonas escorregadias e nomeadamente a descer era preciso muito jeitinho para a coisa. Lá dei uma queda que quase não merece o nome de queda visto que caí de lado e nem sequer cheguei a assentar o rabo todo no chão. E não me aleijei, só de raspão, por isso siga que o caminho é em frente!

Quase a chegar ao 2ºabastecimento.
Com o nosso companheiro e atleta vassoura.

Já cheira a boleimas!!!!
YUPI!

Chegávamos assim ao 2º abastecimento onde enfardámos boleimas, uns bolos típicos que eram uma delícia, mais laranjas, batatas fritas e por aí fora. Ia com alguma esperança no tomate com sal de São Mamede mas vou ter que esperar até Maio :(  Mas as boleimas encheram-me as medidas.
Este abastecimento era uma animação! Música, pessoas vestidas de palhaços e uma delas a oferecer-nos uma cabeça de peixe....não obrigada...estou bem com as minhas boleimas ihihihih :)
Aqui no abastecimento reparámos que tínhamos apanhado alguns atletas dos 37 km e comentámos com o nosso companheiro meio a brincar que ainda íamos ultrapassar alguns atletas. E de facto foi o que aconteceu e a partir daqui não mais seríamos os últimos e fomos ganhando posições :)

A partir daqui iríamos mais calmos, pois já não havia a pressão dos atletas da outra prova que tinham seguido por outro caminho. E já não éramos os últimos.
Sempre que dava para correr um bocadinho lá aproveitávamos pois já sabíamos que não tardaria a aparecerem zonas mais técnicas e subidas complicadas.




Cabras a pastarem nos montes.
Alentejo no seu estado puro.


Vistas espectaculares!


E de repente, como se até aí já não tivéssemos subido que se fartava damos de caras com uma subida daquelas que é sempre em frente mas sempre a subir e não se lhe vê o fim...
E a placa indica isto:



A minha primeira frase quando vi esta subida foi "As coisas onde uma pessoa se mete!" mas na realidade apetecia era soltar toda a espécie de impropérios.
Como todas as subidas manhosas, esta escondia mais subida. A subida não acabava onde a nossa vista alcançava, quando lá chegávamos descobríamos que afinal continuava a subir mais um bocadinho e mais um bocadinho e mais um bocadinho...

A começar a subida aos Céus Vicentinos.
Parece que acaba ali mas claro que não...
A vista para trás era esta e nem a meio íamos.

Claro que parámos a meio algumas vezes...
Apenas para tirar fotografias, ninguém precisava de descansar... =P
Mas quando é que isto acaba????? pensa ela.
Meto-me em cada uma... pensa ela.
Mas assim vale a pena!
Lá ao fundo Marvão, Espanha e Barragem da Apartadura.
Ele a pensar "Meto-me em cada uma..."
O casal Isa e Vitor conquista o topo dos céus vicentinhos.
E a vista compensa todo o esforço.

Depois desta subida brutal concordámos em elegê-la como a nº1 das subidas.
Aqui é preciso esclarecer os nosso critérios. Já fizemos subidas bem mais técnicas (inclusivé nesta prova) e outras bem mais longas mas qual é a diferença? É que normalmente esse género de subidas é aos esses. Vamos a subir sim. Mas viramos à esquerda, depois viramos à direita e não se dá tanto pela subida. Em Arga tivemos subidas que duraram mais tempo mas não eram tão inclinadas e não eram "sempre em frente". Por isso achámos esta a pior que fizemos até hoje. Portanto a da Rocha da Pena perdeu o título e passámos o título para esta do Centro Vicentino :) Que honra, han?

Chegámos então ao Trilho da Analice. Sim, essa atleta com 72 anos!!!! E que faz ultra-maratonas como quem corre de casa até à paragem do autocarro. A grande Analice (com 72 anos....) deu-nos cerca de 1h nesta prova...sem comentários...
Uma bonita homenagem a esta grande e conhecida atleta no mundo do trail. 
Também havia outro trilho em homenagem ao atleta Vitorino Coragem.



Subidas, descidas, zonas técnicas, zonas com água, escalada com cordas. Este trail teve tudo isso. Foi mesmo duro! Mas é esta dureza que dá sal à prova. E a dureza normalmente anda de mãos dadas com a beleza, como foi o caso. 
Os km's foram passando, os abastecimentos também. Os alentejanos são muito simpáticos e sempre nos animavam durante os abastecimentos. Num deles um senhor dizia-nos que só tinhamos mais uma subida e depois era sempre a descer. Um miúdo, que era filho do senhor, corrigiu logo dizendo que ainda tínhamos isto e aquilo. E o pai a tentar calá-lo, mas o puto muito engraçado e muito honesto ;) disse logo "Eu não vou enganar as senhoras." Ora muito obrigada! Eu e a outra senhora agradecemos a honestidade. E de facto seguia-se mais uma zona técnica com muitas rochas e muitos ribeiros.




Falámos com outros atletas sobre esta prova e alguns diziam que a prova ia ter mais km's, possivelmente 40...Todos concordavam que estava a ser uma bela prova e muito dura. Um disse que os Abutres são 50x pior. Preferi fingir que não tinha ouvido...

Mais um ribeiro para lavar as mãos.

Por esta altura o Vitor disse que já não ia muito bem. Precisava do abastecimento.
Vimos uma placa que dizia qualquer coisa como "Surpresa a 500 m". O Vitor começou a gozar a dizer que a surpresa seria que quando chegássemos ao abastecimento iam dizer-nos "Surpresa! A prova vai ter 40 km!" AHAHAHAH =)
Mas não. 
A surpresa era um cafézinho Delta.
O Vitor aceitou prontamente e a partir daí nunca mais foi o mesmo. Ganhou uma energia! E não me quero estar a queixar....mas ele não se calava!!! ;)
Aquele café foi mesmo uma injecção de energia para ele, ia todo cheio de genica e a falar pelos cotovelos.
E foi assim com o Vitor cheio de energia que entrámos no:



Basicamente havia um ribeiro e nós andávamos sempre a passá-lo para um lado e para o outro. Até já estava a ficar tonta no carrossel. Mas foi mais uma zona bem bonita e bem técnica. Um bom treino para os Abutres, aquela prova que é já no dia 31 e que é 50x pior que esta....

Não podemos queixar-nos de falta de placas preventivas ;)
Mais um ribeiro a atravessar.

Já não me lembro bem em que km estava o último abastecimento mas lembro-me que perguntámos quantos km's faltavam para o fim e disseram-nos 5 ou 6 se não me engano. Neste abastecimento era só malta animada a contar histórias de anteriores atletas e a perguntarem-nos se estávamos a gostar. CLARO QUE SIM!!! A ADORAR!
Pouco depois deste abastecimento fiquei aflitinha e aproveitei um sítio junto a uma casa abandonada (espero eu....) e ali fiz o meu xixi. É assim mesmo! 7h no meio dos montes a beber montes de água não dá hipóteses. E logo a seguir foi a vez do Vitor :)
Bexigas aliviadas e seguimos rumo à meta que entretanto segundo dois miúdos, mais uma vez honestos, eram só mais 2 ou 3 km, 200 m a subir e depois sempre a descer até à meta. E isto veio de facto a verificar-se!

Yes sir!
A parar, a escutar e a apreciar a paisagem.
Portalegre à vista.
A meta está já ali.

Acabámos bem, foram 7h36m para fazer 37 km. O tempo-limite eram 8h.
Para quem começou em último, não foi mau de todo pois ainda ultrapassámos uns quantos atletas.
Claro que acabámos cansados mas também felizes e satisfeitos por mais um desafio superado a dois.
Esta foi a primeira prova do ano e a última antes dos 50 km dos Ultra Trilhos dos Abutres.

No final ainda tivemos direito a banho bem quente e refeição.
Reencontrámos o nosso companheiro dos primeiros 14 km e agradecemos a sua companhia.
Depois da refeição foi tempo de atacar a taça de chocolate que os amigos João e Mafalda Lima deram. Obrigada, a taça estava muito saborosa ;)

Há quem conquiste taças de metal.
Este casal prefere conquistar esta :)

Foi uma bela maneira de começar o ano, foi também uma excelente forma de comemorar o meu aniversário. Como sempre na companhia do meu Vitor.
Um fim-de-semana fantástico, passeámos muito, comemos boa comida. A cereja no topo do bolo foi esta prova organizada de forma excelente e por boas gentes.
A organização está de parabéns pelo excelente trail e por todos os pormenores que deram ainda mais espectacularidade à prova!
Claramente dos melhores trails que já fizemos. Em termos de dureza vs beleza não sei se não será mesmo a melhor. Cada vez mais acho que quanto mais difícil for uma prova, mais gosto temos em fazê-la, mais satisfação sentimos por conseguirmos superar as dificuldades e terminar felizes e contentes.
Para o ano lá queremos estar outra vez!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Um cheirinho duma das provas mais espectaculares que já fizemos

Ontem fizemos a nossa primeira prova do ano.
E não podíamos ter começado melhor! Foram 37 km de paisagens lindas. Foram também dos 37 km mais brutais que já fizemos até hoje. Alentejo é plano? Vão ao Trail Centro Vicentino da Serra que a gente depois fala...
Subidas MUITO difíceis!!! A "Subida aos Céus Vicentinos" foi considerada por nós como a pior de todas que fizemos até hoje. Sim, no Alentejo, essa região do país tão plana....

Claramente esta prova passa a ser das nossas favoritas. Muito bem organizada, com coisas inéditas que nunca tínhamos visto noutras provas. O povo alentejano é dos mais simpáticos do país. E as paisagens desta prova batem largamente a maioria das provas que já fizemos.
Viemos de lá encantados.

Uma brutalidade que durou 7h36m!!! Sim!!!
Mas conseguimos! Mais uma vez.
Relato duma das mais belas provas do nosso país sai nos próximos dias.








sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

1º treino do ano, por trilhos de Monsanto e com direito a esquilo

No dia 2 de Janeiro de manhã fomos fazer o nosso primeiro treino. 
Visto que em 2015 vamos apostar em grande nos trilhos e visto que já estávamos cheios de saudades de um treininho em Monsanto, fomos correr 10 km pelos maravilhosos trilhos de Monsanto.

Foi um treino leve que teve o seu ponto alto quando o Vitor de repente soltou uma exclamação. Tinha dado de caras com um esquilo a beber água dum riachozinho. O esquilo logo se assustou e desatou a subir uma árvore acima, mas pelo caminho fez umas paragens para afiar as unhas (de uma forma bastante ameaçadora pareceu-me....já estava a imaginar aquele bicho fofinho agarrado ao meu cabelo...).  E, assim, ainda deu para tirar estas fotos onde se vê o nosso amiguinho felpudo.




Foi uma bela forma de começar o ano a correr. Temos grandes planos para este ano por isso há que dar corda aos sapatos. Mas sempre com descontracção e alegria. Sempre a desfrutar. 



Boas corridas a todos!

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Balanço de 2014

O ano de 2014 foi um ano muito especial.
Foi um ano de corridas ao lado do Vitor e foi o ano em que aprofundei os trilhos. Quase que se pode dizer que consolidámos as maratonas, visto que já vamos em 3. E foi a nossa estreia numa ultra. E logo qual! Serra d'Arga.
Fiz 1 total de 32 provas contra 34 do Vitor pois ele fez uma prova de estafetas pela equipa e a Corrida da Liberdade à qual tive que faltar.

Foi um ano de fortes emoções e de muitas aventuras a dois.
Inicialmente tinha pensado fazer um filme com alguns momentos do ano, mas não tenho tempo para isso :)
Segue uma selecção de algumas fotos que considero representarem muito bem o que foi o ano de 2014 em corridas.

A 23 de Fevereiro corremos a Maratona de Sevilha, a nossa segunda maratona, a primeira a dois e, por essa razão, tão especial. O meu recorde pessoal à maratona está aqui. Foram 4h39m de grande prazer e alegria. Não podia ter corrido melhor. A juntar a isso, tivemos um grande fim-de-semana entre amigos, onde todos fomos felizes a correr a maratona.



Em Março a minha afilhada Marta estreou-se na meia-maratona. Foi uma grande estreia e que deixou os padrinhos muito orgulhosos. Momento tão importante só podia ter lugar de destaque nos momentos deste ano :)



Em Abril consegui a proeza de cair em pleno treino no Estádio Universitário de Lisboa. Foi cá um esbardalhanço! Calças rasgadas, sangue, a cena fazia temer o pior. Falhei pela primeira vez uma corrida, a Corrida da Liberdade, e percebi que ter a liberdade para poder correr é do melhor que posso ter. Mas no domingo seguinte não quis perder a "minha" prova, a Meia-Maratona de Almada. E esta foto mostra bem a felicidade que foi apenas poder concluir esta minha amada corrida.
(E a marca no joelho cá continua....a lembrar-me todos os dias dessa queda.)



A 17 de Maio tivemos 1 dos melhores dias do ano. Seriam 42 km por trilhos da Serra de São Mamede, acabaram por ser 44 km. Num dia de muito calor conseguimos não só terminar como até fazer um tempo bastante bom para o inicialmente apontado. Foram 44 km muito felizes e inesquecíveis! A surpresa feita pelos amigos João e Marta foi a cereja no topo do bolo.



A 28 de Setembro vivemos a nossa maior aventura até à data. 53 km na Serra d'Arga. Um dia igualmente inesquecível, que será sempre recordado como a nossa primeira ultra oficial e pelas paisagens bonitas com que fomos brindados.



Em Outubro trocámos palavras com o grande Luís Mota, um dos melhores atletas do trail nacional.
Este ano também trocámos palavras com a grande Jéssica Augusto e com o grande Carlos Sá.



A 2 de Novembro mais uma maratona. A nossa terceira foi no Porto. Maratona marcada pela surpresa feita pelo meu pai e por mais um grande fim-de-semana. E já vão 3!



Em Dezembro comemorámos 1 ano de namoro e passámos um fim-de-semana fabuloso em Casal Novo. Não há palavras suficientes que descrevam esse fim-de-semana. Ou melhor, até há. Duas palavras. Quero mais!



E agora a foto do ano. 
É preciso esclarecer aqui umas coisas. Houve para aí umas votações para fotos do ano e selfies do ano e afins. Mas houve um mal entendido qualquer, pois todos sabemos qual é a selfie do ano. Tirada pela especialista mundial em selfies, eu mesma, e com 11 pessoas a caminho de um fim-de-semana em Sevilha. Na altura em que foi tirada a foto tinhamos 5 maratonistas! Mas no dia seguinte a nossa Sandra tornava-se, também ela, numa maratonista. Por isso, não é qualquer selfie que fica assim tão gira e que ainda por cima tem 6 maratonistas! :)