quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

22 km pela Serra de Sintra

No passado fim-de-semana fomos fazer um longuinho para a Serra de Sintra.
Vou-me deixar de grandes descrições e brindar-vos com algumas fotos :)

Logo no 1º km depará-mo-nos logo com um obstáculo a ultrapassar,
fruto do mau tempo de quinta-feira.
Obstáculo ultrapassado, toca a subir serra acima.
Um dia de sol mas a chuva tinha deixado a sua marca.
Mais uma árvore caída.
Corredor verde :)
Ainda mais verde!
Sim...o Vitor está um pouco torto =P
É o que dá tirar fotografias enquanto se corre.
O mar do Guincho bem bravo.

Toca a subir!!!
Continuando a subir...

Uma pomba branca a olhar para nós muito curiosa.
Fauna da serra.
Parece-me tudo muito bem, excepto a VÍBORA CORNUDA!!!
Se há bicho com quem não nos queremos deparar é uma cobra
com o nome de víbora cornuda...
A meio da subida à Pedra Amarela, a vista alcança
Lisboa, Ponte 25 de Abril, Serra da Arrábida
Lá ao fundinho, mesmo piquenino :) está o Palácio da Pena.
E pronto está aqui um treino em imagens. Ainda haviam mais imagens mas não vos quis cansar a vista =P
Tendo em conta que o Vitor estava com dores de garganta e eu ainda a recuperar duma constipação, acho que 22 km em menos de 4h não foi nada mau para o sobe e desce constante da Serra de Sintra.
Foi um treino feito sempre com sol, mais calor até do que estávamos à espera, só no cimo da serra é que estava bastante vento e tive que colocar a minha fita tapa-orelhas.

Como bom treino em trilhos que se preze tem que deixar alguma marca,...ia eu muito bem numa subida a andar e resolvo entrar em comunhão com a natureza fazendo umas festinhas a umas ervas. Claro que as "ervas" tinham picos. E de repente dei um berro que até assustei o Vitor, que pensou que eu tinha dado de caras com uma víbora cornuda =P, mas não, fui mesmo eu que quis fazer festinhas a uma planta cheia de picos. Fiquei com uns 4 ou 5 picos espetados na mão e tive que os tirar um a um com as unhas. Nada de grave para além da dor que tive quando senti vários picos a espetarem-se-me na carne...

Foi um bom treino rumo aos Abutres. O próximo treino em trilhos é uma surpresa ;) 
Mas VAI SER BRUTAL!!!

domingo, 30 de novembro de 2014

GP Mendiga, o regresso daquelas dores famosas...

No domingo 23 fomos até Mendiga na expectativa de ver quão especial é esta prova. O João sempre falou tão bem desta corrida que tínhamos que a ir conhecer.
Mendiga é uma pequena terra em plena Serra d'Aire e Candeeiros.
Ainda não tínhamos começado e já se antevia uma corrida bem bonita, pois à volta é só serra.

Desta vez tive um 8 no dorsal :)
Mas não deu muita sorte...

Fizemos um ligeiro aquecimento (demasiado ligeiro...) e dirigimo-nos para a partida.
Fizemos asneira (entenda-se eu fiz asneira pois o rapaz não tem culpa) e começámos logo a acelerar. Nem 1 km percorrido e elas despertaram....sim...as dores nas canelas...eu a pensar que já me tinham deixado em paz...mas analisando a coisa à distância e tendo em conta os treinos que entretanto fiz (sem dores) penso que posso dizer que as dores aparecem quando não aqueço bem e começo logo a puxar. 
NOTA PARA MIM: Isa, nunca comeces a acelerar logo no 1ºkm. Tens muitos km's pela frente e aí então aceleras,ok?

E pronto, não há grande coisa a dizer sobre a minha prova.
Sofri nos primeiros km's, depois passou mas já estava desanimada e portanto limitei-me a fazer aquilo que desejava: terminar a prova. E foi o que fiz.

Apesar da minha corrida não ter sido espectacular, tenho que dizer que é uma prova lindíssima. Provavelmente das provas de estrada mais bonitas que já fiz. Sempre com a vista sobre a serra e sobre os campos. Passámos junto a touros, vacas, ovelhas e cabras. Juro-vos que ficaram todos a olhar para nós enquanto passávamos por elas a correr :)
Também vi uma cobra! Já no final e já dentro de Mendiga vi uma cobra pequena à beira da estrada. Estava demasiado quieta por isso penso que estava morta. Anda uma pessoa a correr em trilhos por esse Portugal fora e a primeira vez que vê uma cobra numa corrida é numa de estrada e já dentro da povoação. Ele há coisas!!!

É uma prova bonita mas também com algum sobe e desce. Foram cerca de 16 km em 1h41, foi o possível tendo em conta as dores que tive inicialmente.

A chegarmos à meta.
Foto tirada pelo João.

Após um banho bem quente, fomos almoçar. E depois do almoço convívio houve a entrega dos prémios e um sorteio.

O atleta mais velho em competição.
80 anos se não estou em erro.
Impressionante!
Ah e depois havia uma banca ENORME cheia de bolos ;)

Foi mais uma prova na boa companhia de amigos e do namorado.
Gostávamos de voltar para o ano. Para a devida vingança ;)

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Trail do Zêzere, dos mais lindos (e duros) que já fizemos

Já andávamos cheios de saudades de um trail. Há mês e meio que não corríamos pelos trilhos de Portugal, a última vez tinha sido em Arga.

Para este fim-de-semana tínhamos várias opções em trilhos mas optámos pelo Trail do Zêzere com 30 km. Tenho pena de ter falhado a Corrida do Monge pois foi a minha estreia em trilhos mas ir conhecer um novo trail falou mais alto :)

O dia amanheceu com algum nevoeiro que aos poucos começou a levantar. Estava frio mas com manga comprida aguentava-se.

Foi dado um pequeno briefing antes da prova e às 9h30 estávamos a partir para mais uma aventura.
Começámos a correr pelas ruas de Ferreira do Zêzere e passado um pouco estávamos a embrenhar-nos na serra. Os primeiros km's foram um pouco penosos para mim. Estava ligeiramente constipada e com zero treinos em trilhos nas últimas semanas. Foi algo penoso começar a subir. E esta prova teve mesmo muitas subidas. 1000 e tal m de desnível positivo em 30 km. Fui uma boa parte dos primeiros km's da prova a reclamar baixinho comigo própria que não tinha jeitinho nenhum para aquilo. "Para que é que eu insisto em meter-me nestas coisas? Não nasci para isto."
Mas a verdade é que correr no meio da natureza tem um efeito apaziguador e aos poucos comecei a desfrutar da aventura e das paisagens lindíssimas. Assim como da dureza e tecnicidade da prova.



E depois há a confraternização com os outros atletas. Ouvi uns senhores a falarem em inglês e meti conversa para saber de onde eram, A senhora, muito simpática, respondeu que eram de Inglaterra. Ao que eu respondi "E vieram aqui a Portugal fazer isto!" A senhora sorriu. Disseram que estavam a adorar, no Surrey não tinham nada disto, disse ela. Por isto, depreendo que ela queria dizer paisagens lindas, subidas brutais e descidas lamacentas.... ;)

Com cerca de 1h de corrida fiz as pazes com os trilhos. Epá, posso ser lenta, posso não ter jeitinho para as descidas mas quero lá saber, por isto vale a pena!!!


Sem palavras.

Depois desta paisagem de cortar a respiração descemos até junto ao rio onde estava colocado o primeiro abastecimento. Comi apenas batatas fritas e gomos de laranja. E que laranjas!! Já não comia laranjas tão boas desde sei lá quando. Não tinham tomate com sal mas foram logo perdoados assim que provei aquelas laranjas. Tão docinhas! 

Depois de as energias estarem repostas seguimos caminho a subir, claro! Uma zona muito técnica mas muito verde. Até que chegámos junto a uma cascata e olhámos para o outro lado e percebemos que íamos ter que escalar entre as rochas. Sim, escalar com recurso a corda! Mas até foi relativamente fácil. Mal sabíamos nós a escalada que ainda nos aguardava....

Eu tinha que pôr esta foto.
Eu estou apenas a subir e a agarrar-me à árvore
mas mais parece que estou a dançar...
Figurinhas...
Mais figurinhas...
A subir toda curvada.
A chegarmos ao pé da cascata.
Aquela rocha em frente foi para escalar!

Claro que as fotografias não fazem justiça
à beleza da cascata.


Depois desta primeira escalada era uma zona plana e depois começámos a descer, se bem me recordo. O problema é que havia alguma lama (não tanta como em Bucelas...) e descer com lama é um convite a quedas. Descemos o mais cuidadosamente possível mas não consegui evitar um "bate cú". E foi assim que fiquei com uma nova pintura :) Depois de descermos não sei quanto tempo por caminhos bastante escorregadios foi altura de subirmos novamente. AI A MINHA VIDA!!! Mas pronto não foi mau de todo. Foi por esta altura que tivemos que passar numa zona de rochas onde os atletas com mais vertigens devem ter tido alguma dificuldade. Era uma zona mais perigosa mas havia voluntários por todo o lado a avisarem para termos cuidado e a informarem que haviam cordas para nos podermos agarrar lá. 
Neste sentido a prova foi exemplar. Sempre que haviam sítios mais "perigosos" haviam sinais de perigo o que logo nos fazia redobrar a atenção. Não faltaram voluntários e bombeiros nessas zonas mais problemáticas. Muito bem organizado!



Foi mais ou menos por esta altura que raspei numa rocha mais pontiaguda e fiz um arranhão grande na perna. Foi grande mas pouco profundo. Um pouco de água para limpar e está bom. Siga! :)
Pouco depois agarrei-me a um arbusto e espetei um pico no dedo. AU! Com as unhas consegui tirar o pico do dedo. Tudo me acontece hoje, mas são coisinhas com pouca importância e ISTO É O TRAIL! Por isso SIGA!

Depois disto lembro-me que voltámos a subir mais à frente. Numa ou noutra altura dava para correr e aproveitámos sempre que era possível para dar corda aos sapatos. Por esta altura também chegámos à conclusão que íamos demorar umas 6h a fazer isto. 30 km em 6h! Nunca demorámos tanto para fazer 30 km! Com tanta subida e descidas tão técnicas e lamacentas...

Depois de um abastecimento de líquidos voltámos a correr mais um pouco, mais uma vez com zonas técnicas e eu a QUASE cair novamente na lama. Acabámos por chegar ao último abastecimento. LARANJA!!!! É que eram mesmo boas!!! :) 
E depois seguimos novamente. Seguiu-se a zona mais corrível da prova. Foi tentar acelerar para tentarmos recuperar algum do tempo perdido no inicio da prova. Soube mesmo bem podermos correr continuamente durante uns 2 km. Por esta altura tínhamos deixado para trás o casal de ingleses e o companheiro de provas deles, já as outras duas atletas que iam também quase sempre junto a nós já tinham seguido a boa pedalada.

Depois desta zona mais corrível, praticamente a única em toda a prova, chegámos junto a uma cascata lindíssima como podem ver pelas fotos. Já sabem que metade do tempo destas provas nós passamos a tirar fotos ;) Porque senão éramos os primeiros a chegar à meta, nem tenham dúvidas... =P




Ah e tal tão bonito e depois o Vitor chama-me a atenção para o que se segue.
Vejo rochas, bombeiros e uma corda no meio. Ah vamos ter que subir aquilo??!!??
Haviam duas cordas e vários bombeiros a supervisionarem o local. É impossível não nos sentirmos seguros. Mas que mete respeito, lá isso mete. Tivemos que trepar com bastante cuidado e ver bem onde colocávamos um pé antes de avançarmos com o outro. Nunca havíamos feito nada deste género mas eu cá adorei! :)

Depois de ultrapassada mais uma dificuldade seguimos decididos até à meta. Já não faltava tudo. Foi mais ou menos por esta altura que nos começámos a cruzar com alguns atletas da ultra (55 km) e foi também por esta altura que conseguimos alcançar as duas atletas que tinham seguido conosco durante alguns km's. Tentei animá-las "Bora lá! Só faltam 2 km." Mas vi que já estavam um pouco cansadas. Nós, pelo contrário, estávamos melhor do que quando começámos e agora seguíamos a bom ritmo para terminarmos em grande. O Vitor ainda teve uma ameaça de caimbra mas depressa passou.

E de repente avistámos o pavilhão onde estava instalada a meta! Entrámos e cortámos a meta com pouco mais de 6h. Foi mais uma aventura e sobretudo foi um treino excelente para os Abutres!

A organização está de parabéns. 
Os km's estavam todos marcados, o percurso muito bem assinalado e as zonas mais perigosas tinham cordas e bombeiros atentos.
Os abastecimentos eram bons, embora pudesse haver mais um de sólidos mas foi bom na mesma. As laranjas estavam óptimas :)
Recebemos uma bonita t-shirt técnica e um simples mas bonito troféu.
Com paisagens tão deslumbrantes e dificuldades qb não se pode pedir mais!
Está no top 3 dos trails mais bonitos que já fiz!

E com a companhia do namorado então, que mais querias tu Isa?

Venham daí os Abutres! (que 30 km já sabem a pouco)

sábado, 15 de novembro de 2014

Volta à Nazaré, recuperação na "mãe"

Depois da maratona optámos por ir à "mãe" versão light. Ou seja, em vez de irmos à Meia-Maratona da Nazaré, irmos à Volta à Nazaré, apenas 7 km e picos para rolarmos.

Depois da última maratona, em Sevilha, tinhamos ido aos 20 km de Cascais (que acabou por ser a "Meia" de Cascais se bem se lembram) e corremos lindamente. Mas depois nas provas seguintes sentimos que tinhamos abusado na recuperação. A recuperação é isso mesmo que o nome diz, recuperar de algo mais desgastante. E embora desta vez nos sentíssemos super bem, preferimos não arriscar e ir aumentando os km's mais gradualmente para evitar lesões ou um desgaste físico muito grande.
Após a Maratona do Porto fomos correr pela primeira vez na quarta-feira. Foram apenas uns 4 km, foi mesmo só para rolarmos, mas sentimo-nos bem que é o que é preciso :)
Na sexta fomos novamente rolar mais um pouco durante 5 km e no domingo fomos fazer uma visita à Nazaré juntamente com o amigo João.

Os 3 elementos dos 4 ao km presentes na Volta à Nazaré.
O Eberhard foi à Meia da Nazaré.
E assim éramos 4 dos 4 ao km.

A partida foi dada pela Rosa Mota, só por isso já vale a pena a participação nesta corrida. Começámos nas calmas mas a um bom ritmo e ao longo da corrida fomos acelerando mais, mas sem grandes abusos. A Volta à Nazaré tem algum sobe e desce mas nada que não se faça. E tenho um segredo a contar-vos...mas shiuuuu...não contem a ninguém....a Volta à Nazaré não é uma volta....SÃO DUAS!!! Mas não contem a ninguém...está bem? ;)

Foram 7 km e algumas centenas de metros que serviram como mais um treino de recuperação.

Foi um dia muito bem passado na Nazaré.


Com os nossos coletes de Finishers do Ultra Trail Serra d'Arga :)
Que orgulho envergar estas vestes =)

Agora já podemos voltar aos treinos mais habituais e amanhã voltamos aos trilhos passado mais de 1 mês! Nem imaginam as saudades que já temos de trilhos. Mas foi por uma boa causa :)
Esperam-nos 30 km de dureza e diversão por terras de Ferreira do Zêzere ;)