No passado domingo fui ao Trail de Bucelas. Seriam 25 km por trilhos, a minha prova de trilhos mais longa até agora.
Fui até Bucelas com o Vitor e a Carla. Por lá ainda encontrámos muita gente conhecida como a Rute, a Anabela, o Rui, a Inês ou o grande atleta Joaquim Adelino.
O dia estava bonito, o sol apareceu para nos lembrar a Primavera.
O meu objectivo para esta prova era apenas divertir-me, passar um bom bocado mas ter algum cuidado com quedas e/ou torções visto a maratona de Sevilha estar já aí ao virar da esquina.
![]() |
| 3 dos 4 ao km presentes. Só falta a Rute. |
Infelizmente a prova começou mal, as minhas velhas amigas (ou deverei antes dizer inimigas?) voltaram. As dores nas canelas. Ainda por cima voltaram em grande. Se durante as primeiras centenas de metros ainda corri com a Carla e com o Vitor, depressa comecei a ficar para trás. Não queria estar a assustá-los com as minhas dores, mas o Vitor lá foi esperando por mim e quando me perguntou se estava tudo bem, eu não ia mentir. Sofrer novamente com estas dores não foi nada agradável e sinceramente já não percebo nada. Quando penso que já me livrei disto, esta treta acaba por voltar. A única coisa de bom que isto tem é que felizmente passados cerca de 5 km as dores acabam por evaporar-se.
Claro que quando as dores se evaporaram já nós tinhamos perdido bastante tempo com a minha lentidão. Mas já o disse e repito, eu não vou a estas provas para competir nem para fazer tempos, vou para me divertir, tirar fotos e se for preciso até parar de vez em quando para apreciar a paisagem. Se chegar em último chego feliz na mesma. Não sou é lá muito feliz enquanto estou com dores nas canelas...
O Vitor ficou comigo. Eu sei, eu sei, mas já sabes que tenho que agradecer mais uma vez :)
Nesses primeiros km's ainda não sabiamos o que nos esperava.
Lá foi aparecendo alguma lama e depois muita lama e depois um mar de lama! Rica hora em que comprei estes ténis de trail! Bem me tinham dito que eles eram bons para expulsar a lama. Mas também não há milagres contra tanta lama. Eu e o Vitor ainda tirámos algumas fotos mas nas zonas piores a atenção era tanta que os telemóveis estavam bem guardadinhos dentro das mochilas. Algumas imagens para ilustrar mais ou menos por onde passámos:
Oh e isto não é nada!!!
O pior foram mesmo as descidas e as subidas cheias de lama.
Nas descidas tinhamos que ir com extremo cuidado e extrema lentidão para evitar um bate cú, nas subidas teriam dado jeito umas cordas e acho que isso foi uma falha da organização. Tentar subir certas rampas super inclinadas apenas com o auxílio das perninhas...não foi nada fácil. Houve algumas vezes que tive ou de me agarrar a algum ramo ou de me agarrar ao chão.
Mas no geral para mim foi uma festa. Adorei sujar-me toda, adorei molhar os pés. Parecia uma criança e o Vitor que o diga. Gostei das paisagens (quando consegui parar um bocado para admirá-las), gostei da concentração e atenção que este trail exigia. Ia sempre a pensar "É um milagre se eu chegar ao fim da prova sem uma queda." E os milagres até existem mas é só para alguns...
Fiquem com mais umas fotos. Vou tentar colocá-las por ordem mas a memória já não ajuda.
![]() |
| Aqui por exemplo teria dado jeito uma corda... |
![]() |
| Estes paparazzis são uns melgas! Sempre a tirar fotos... =P |
![]() |
| Agora é a minha vez de ser paparazzi! |
![]() |
| Uma bela duma rampa cheia de pedregulhos. |
![]() |
| Lá em baixo uma das zonas sinalizadas com "Perigo", mas como podem ver lá no fundinho estão os bombeiros. Just in case. |
A partir daqui começamos a descer. Já íamos com mais de 20 km, mentalmente já ia a festejar o milagre de não ter caído com tanta lama. My mistake...
A certa altura, em mais uma descida que mais parecia um lodaçal, o inevitável aconteceu. Escorreguei e caí! A lama amparou a queda e o rabiosque ficou sem mazelas. Dei foi um jeito ao ombro quando me agarrei a um ramo e fiz um cortezinho na mão. Mas nada de grave. Não fiquei com mazelas.
Mais à frente chegámos junto a um rio e o Vitor já me tinha dito que o iríamos atravessar. Eu estava toda empolgada. E lá atravessámos o rio, havia uma corda para auxiliar pois ainda havia alguma corrente. Mas a água só nos dava pelas canelas. Aqui, por uma questão de segurança, haviam bombeiros e pessoal da organização. E é preciso referir também que noutras descidas mais perigosas havia sinalização de perigo em placas para além de voluntários a chamarem a atenção para o perigo de escorregarmos. Sim, que o problema não eram as descidas em si, era a lama nessas descidas. Continuo a considerar um milagre não ter caído nalgumas dessas descidas ;)
Depois de atravessado o ribeiro já estávamos perto do final.
A chegar à meta tivemos o apoio da Anabela e da Carla. Obrigada às meninas e obrigada Carla pelas fotos.
Gostei bastante desta aventura.
Adorei chapinhar nas poças de lama e sujar-me toda. Adorei ter que me agarrar ao chão e a arbustos para subir algumas rampas. Adorei estar constantemente quase a cair. E até gostei de ter caído, apenas porque não foi nada de grave. Adorei atravessar o ribeiro agarrada a uma corda. Adorei ter terminado a pensar que podia ter continuado. Adorei fazer esta prova com o Vitor.
![]() |
| Obrigada pela tua companhia. Venham as próximas aventuras! |
Já estou inscrita para uma data de provas, umas de estrada outras de trilhos.
Não sei se já tinha dito mas uma dessas provas é a Maratona do Porto. Gostei tanto de correr uma maratona que agora não quero outra coisa :) Mas primeiro ainda temos Sevilha. Uma coisa de cada vez.
Esperam-me grandes aventuras. Esperam-nos! E estou ansiosa por uma em particular mas para já não vou revelar mais. Muito treino nos espera! Vamos a isso!




































.jpg)
.jpg)
